Grupo Kering Cria Divisão de Joias e Reorganiza Operação Global
Dona de algumas das marcas mais influentes da moda, como Gucci, Saint Laurent e Bottega Veneta, a Kering dá um novo passo estratégico mas, desta vez, longe das passarelas. Sob o comando do novo CEO, Luca de Meo, o grupo francês anunciou a criação da Kering Joias, uma divisão dedicada exclusivamente a estruturar e acelerar o crescimento de suas maisons de joalheria.
O movimento pode parecer técnico à primeira vista, mas revela uma mudança importante de foco: em um mercado onde a moda oscila, a joalheria segue como uma das categorias mais estáveis e estratégicas do luxo especialmente quando o principal concorrente, a LVMH (que detém nomes como Bulgari e Tiffany & Co), já construiu uma operação robusta nesse segmento.
Uma nova divisão com comando centralizado
A Kering Joias já nasce com uma estrutura definida e liderança clara. À frente está Jean-Marc Duplaix, que assume como CEO da nova divisão com efeito imediato.
O detalhe que chama atenção: Duplaix mantém, ao mesmo tempo, seu cargo como diretor de operações do grupo. Isso inclui áreas estratégicas como finanças, fusões e aquisições, relações com investidores, imobiliário e digital.
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Na prática, a joalheria deixa de ser um braço isolado e passa a ocupar um lugar direto no centro das decisões da Kering. Além disso, os CEOs das maisons passam a se reportar a ele, reforçando alinhamento e coordenação, algo que o grupo vinha operando de forma mais fragmentada.
A nova divisão reúne quatro marcas já conhecidas dentro do portfólio:
- Boucheron
- Pomellato
- Dodo
- Qeelin

(Fotos/Reprodução instagram @boucheron).
Cada uma opera em um território diferente, da tradição parisiense da Boucheron à abordagem mais contemporânea da Pomellato, mas agora passam a compartilhar uma mesma base estratégica.
E é justamente nos bastidores que a mudança ganha peso.
A Kering também incorpora à divisão suas instalações de fabricação de joias, incluindo operações em Paris e o grupo italiano Raselli Franco, sediado em Valenza. A aquisição, concluída em dezembro por €115 milhões, deixa de ser um movimento isolado e passa a integrar uma lógica maior: controlar produção, técnica e desenvolvimento.
A Kering, agora, ajusta sua estrutura para disputar esse mesmo espaço com mais consistência.

As Marcas de Joias do Grupo Kering: menos dispersão, mais direção
Segundo o próprio grupo, a Kering Joias foi desenhada para operar como uma plataforma integrada. Na prática, isso significa:
mais coordenação entre criação, produção e distribuição
mais suporte para o desenvolvimento de coleções, especialmente de alta joalheria
mais clareza estratégica para cada maison crescer sem perder identidade
Não se trata de padronizar, mas de dar suporte para que cada marca funcione melhor dentro de um sistema mais organizado.

Um movimento silencioso, mas decisivo
Ao comentar a criação da nova divisão, Luca de Meo destacou a intenção de construir uma base sólida para sustentar o crescimento das maisons em um setor onde criatividade e excelência técnica são inseparáveis.
Sem campanhas chamativas ou grandes anúncios criativos, a Kering faz um ajuste estrutural.
E, no mercado de luxo, é justamente esse tipo de movimento, mais discreto, mais técnico, que costuma redesenhar o jogo no longo prazo.

Mas e você, já conhecia as marcas de joias do Grupo Kering?












