Quem é Shan Yichun, a Nova Embaixadora da Chanel?
O título de embaixadora da Chanel sempre foi algo que vai além de campanhas ou visibilidade imediata. Trata-se de afinidade de estilo, tempo compartilhado e narrativa construída com calma. Esse princípio atravessa décadas e permanece intacto, mesmo quando os rostos mudam. A entrada de Shan Yichun nesse seleto grupo segue exatamente essa lógica.
Aos 24 anos, a cantora chinesa representa uma geração que se comunica com fluidez entre música, imagem e plataformas digitais, sem perder densidade artística. Revelada em 2020 como a vencedora mais jovem do The Voice of China, Shan não se limitou ao impulso inicial do sucesso televisivo. Pelo contrário: consolidou uma carreira marcada por escolhas cuidadosas, números expressivos e reconhecimento institucional, liderando em 2024 e 2025 o ranking de Valor de Comunicação da Música Digital na China entre as artistas femininas.
É esse tipo de trajetória, construída, não fabricada, que historicamente interessa à Chanel.
“Shan Yichun, cantora, torna-se embaixadora da Chanel e inicia uma jornada quase onírica — um encontro com Chance, no qual juntas escrevemos nossa própria história de encontros fortuitos”, declarou a maison em comunicado oficial.

A lógica das fidèles e Embaixadoras da Chanel
Durante o período de Karl Lagerfeld, as embaixadoras da maison eram chamadas de fidèles. O termo francês nunca foi apenas simbólico: ele definia uma relação de lealdade estética e intelectual entre a casa e suas musas. Inès de La Fressange, Vanessa Paradis, Keira Knightley, Lily-Rose Depp ou até a atriz brasileira Laura Neiva não surgiam como apostas momentâneas, mas como extensões vivas do imaginário Chanel.
Hoje, com Matthieu Blazey (ex-Bottega Veneta) a frente da direção criativa, a lista de embaixadores se expandiu em linguagem e gênero, mas preserva esse mesmo princípio. Shan Yichun não entra nesse espaço como exceção, mas como continuidade.
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Além disso, vale lembrar que a ligação da Chanel com a música nunca foi decorativa. Da relação histórica com compositoras, intérpretes e cineastas até suas escolhas mais recentes, a maison entende a música como construção de atmosfera, identidade e emoção. Shan se encaixa nesse contexto por traduzir uma estética que é ao mesmo tempo contida e potente — uma combinação que conversa diretamente com o DNA da casa fundada por Gabrielle Chanel em 1910.
Esse mesmo raciocínio explica por que a embaixadora da Chanel deixou de ser, há tempos, uma categoria exclusivamente feminina. A$AP Rocky integra hoje o time oficial de embaixadores da marca, reforçando a abertura da maison para figuras masculinas que influenciam moda, comportamento e cultura de forma transversal. No caso do rapper norte-americano, a escolha reflete uma Chanel atenta à interseção entre luxo, street culture e música. Mas, claro, sem perder sua sofisticação histórica.

Embaixadora da Chanel: Uma escolha que fala de presente e futuro
Ao anunciar Shan Yichun como nova embaixadora da Chanel, a maison não faz um gesto isolado, mas dá continuidade a uma estratégia clara: dialogar com mercados-chave sem recorrer ao óbvio, escolher artistas com trajetória real e apostar em relações de longo prazo. Em um cenário saturado por colaborações instantâneas, a Chanel segue apostando em tempo, afinidade e coerência.
No fim, ser embaixadora da Chanel continua significando aquilo que sempre significou: não apenas representar a marca, mas participar de sua história em movimento.
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