Semana de Moda de Milão incentivará marcas a não usar pele
O debate do uso de peles de animais em roupas, acessórios e calçados é um tópico muito atual e que é recorrente há décadas, além de ser muito polêmico. Ao longo dos anos, inúmeras marcas de luxo se comprometeram a parar de usar e implementar em suas peças e cadeias de produção, além de diferentes Semanas de Moda terem banido o uso em coleções de seus participantes.
Agora, é a vez da Semana de Moda de Milão, uma das mais icônicas e importantes do calendário, a se comprometer a incentivar e convidar as marcas que desfilam nela a não usarem peles de animais em suas peças, um importante passo para a diminuição, e uma futura abolição, do uso no mundo da moda.
Confira abaixo mais detalhes sobre a Semana de Moda de Milão incentivar as marcas a não usarem pele:
Sem Pele na Semana de Moda de Milão
A Semana de Moda de Milão anunciou na última sexta-feira, 15 de Maio, que “convidará” as marcas participantes a não exibirem peles em seus desfiles, em uma concessão parcial aos ativistas dos direitos dos animais.
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A Câmara Nacional da Moda Italiana (CNMI), organizadora da semana de moda, tem sofrido pressão de ativistas dos direitos dos animais para proibir o uso de peles nos desfiles — algo que as semanas de moda de Londres, Nova York e outras já fizeram. No entanto, as diretrizes publicadas neste mês não atenderam às demandas dos ativistas, tornando a proibição do uso de peles opcional.
“A CNMI acredita que a abordagem mais eficaz não consiste em impor proibições… mas sim em solicitar que não sejam apresentadas, durante os desfiles da Semana de Moda de Milão, roupas, acessórios ou qualquer outro item feito de pele”, afirmou a organização.

As novas diretrizes, que entrarão em vigor a partir de setembro, incluem a proibição do uso de peles em suas comunicações. Segundo a Câmara, os materiais excluídos das diretrizes incluem peles de carneiro, peles antigas e peles obtidas “por comunidades indígenas por meio de práticas tradicionais de caça de subsistência”.
A maioria das marcas de moda que desfilam na Semana de Moda de Milão já aboliu o uso de peles, incluindo o Grupo Armani, Dolce & Gabbana e Prada, mas, uma grande exceção era a Fendi, que começou como uma empresa de peles.
Em seu primeiro desfile para a Fendi, a nova diretora criativa da casa, Maria Grazia Chiuri, apresentou uma coleção que incluía peles “remodeladas”, ou seja, peças de peles antigas transformadas em novos designs.

Em março, ativistas contra o uso de peles protestaram durante os desfiles femininos, exibindo faixas com os dizeres “Semana de Moda de Milão: Livre de Peles”. Ativistas dos direitos dos animais observaram que as novas diretrizes da CNMI não chegavam a proibir completamente o uso de peles, como visto em outras semanas de moda, mas, mesmo assim, consideraram um progresso.
“Sem uma política anti-peles como as implementadas nas Semanas de Moda de Nova York e Londres, não há garantia de que a crueldade será excluída das passarelas de Milão, mas esperamos que esta declaração contra o uso de peles incentive um maior uso de biomateriais de última geração, que são belos e responsáveis”, disse Emma Hakansson, da Collective Fashion Justice.












