Miley Cyrus na Maison Margiela: Entenda o Impacto da Campanha
Miley Cyrus na Maison Margiela é a prova de que, no fim das contas, ninguém escapa da equação mais eficiente da moda: celebridade + grife = repercussão. Nem mesmo a Margiela, historicamente famosa por preferir o anonimato, resistiu à lógica do espetáculo. O efeito foi imediato: a campanha tomou conta das redes sociais e gerou um buzz que alcançou até mesmo quem ainda não conhecia a grife. Confira os cliques!

A Campanha da Maison Margiela com Miley Cyrus
A Maison Margiela sempre foi conhecida por sua postura única dentro do universo da moda. Fundada em 1988 pelo enigmático designer belga Martin Margiela, a grife construiu seu DNA em torno do anonimato, do desconstrutivismo e de uma abordagem quase conceitual de vestir. Diferente de outras marcas de luxo, Margiela nunca explorou o apelo de celebridades como rosto de campanhas. Até agora.
Recentemente, a maison surpreendeu ao revelar Miley Cyrus como protagonista da campanha Avant-Première Outono/Inverno 2025, marcando a primeira vez em quatro décadas que uma celebridade assume esse papel. Entre as imagens, clicadas pelo prestigiado fotógrafo Paolo Roversi, várias delas trazem a cantora nua, coberta apenas por pinceladas de tinta branca, em uma referência direta à técnica bianchetto, um dos códigos visuais introduzidos por Martin Margiela ainda no fim dos anos 1980.
“Os nus de Paolo são tão icônicos e característicos de sua arte. Ficar nua para uma campanha de moda foi algo enorme”, contou Cyrus.

O DNA da Maison Margiela
Para quem ainda não conhece a história da marca, a Maison Margiela sempre se destacou pelo mistério. Martin Margiela raramente aparecia em público, evitava entrevistas e até mesmo os desfiles eram montados de forma pouco convencional, muitas vezes em lugares alternativos, sem glamour tradicional. Essa recusa em transformar o designer em estrela foi parte essencial da identidade da maison, que preferiu dar destaque às roupas, aos materiais reciclados e às formas inusitadas de criar moda.
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Ao longo das décadas, Margiela construiu sua reputação como uma marca intelectual, experimental e artística, onde cada coleção funciona como uma reflexão sobre memória, desconstrução e novas maneiras de pensar a moda.
Após a saída de Martin Margiela em 2009, a maison manteve seu anonimato característico até 2014, quando John Galliano assumiu a direção criativa. Galliano trouxe uma abordagem teatral e detalhista às coleções, respeitando o legado da marca. Em janeiro de 2025, Glenn Martens foi nomeado diretor criativo, sucedendo Galliano. Martens, conhecido por seu trabalho na Diesel e Y/Project, apresentou sua estreia na coleção Artisanal de Outono/Inverno 2025, marcada por um mix entre a estética disruptiva da etiqueta e sua própria visão.

A importância da escolha de Miley Cyrus na Margiela
O fato de Miley Cyrus ser a primeira celebridade em uma campanha oficial da Margiela em quase 40 anos não é apenas uma decisão estética, mas também um marco cultural. Afinal, Miley já se consolidou como um ícone pop multifacetado e fashion, com performances memoráveis que incluíram até looks Gucci em seus shows — prova de sua forte ligação com a moda. Sua escolha como rosto de uma grande campanha da Margiela representa uma nova fase para a maison: um diálogo mais aberto com a cultura popular, sem perder a essência artística que sempre a distinguiu.

Sua presença é significativa porque mostra que a grife — que sempre preferiu a discrição e se manter longe de grandes holofotes — agora reconhece o poder de uma voz global para amplificar sua mensagem. Ainda que a estética da campanha mantenha o espírito experimental e conceitual, a escolha da artista certamente dá mais visibilidade para a etiqueta e atinge novos públicos.
Além disso, essa mudança estratégica também reflete o momento atual da moda de luxo, em que a presença de uma celebridade pode expandir o alcance de uma grife sem diluir sua identidade.

Gostaram da campanha e da escolha da Miley?