Quais são as Top Marcas de Luxo? Descubra a lista completa!
O mercado de luxo é um dos setores que mais movimenta dinheiro na economia mundial anualmente, sendo este valor na casa dos bilhões. Quando pensamos no nicho de moda, algumas das primeiras marcas podem vir na sua mente são Louis Vuitton, Chanel, Prada e Christian Dior, certo?
Estas grifes possuem uma extensa gama de produto com estilos variados que agradam diferentes gostos e são o sonho de consumo de muita gente, já que possuem um preço elevado e não são acessíveis para muitos.
Confira abaixo as top dez marcas de luxo mais valiosas do mercado nos últimos anos:
10. Saint Laurent
A Yves Saint Laurent foi fundada por Yves Saint Laurent e Pierre Bergé em 1961. Após deixar seu posto à frente da Christian Dior, Yves Saint Laurent se uniu com o seu parceiro e investidor, Pierre Bergé, abriram sua primeira maison em Paris.
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O lançamento da sua primeira coleção, em 1962 foi um sucesso: batas de jérsei e japona (tipo de casaco) de lã azul marino com botões dourados foram as primeiras tendências que seguiram em alta. No ano seguinte lançou as botas até as coxas e em 1965, uniu a arte e a moda com os vestidos jérsei Mondrian com silhuetas retas, cores primarias, linhas geométricas em homenagem ao pintor modernista, Piet Mondrian. Um dos fundamentos do estilista, desde o começo foi unir a sofisticação e o conforto. Roupas práticas mas sem perder a qualidade e o caráter.
Em 1966, o smoking feminino foi introduzido no mundo da moda. Composto por calça masculina e camisa branca levemente transparente, o look causou furor entre a população recatada da época. Suas adaptações de smoking ou ternos como osheer blouse, reefer jacket ejumpsuit foram criados com o decorrer do tempo.

A partir do ano seguinte, peças tendências foram nascendo, como os knickers de veludo (conjunto de lingerie de hotpants e sutiã), blusas transparentes, a clássica jaqueta Saharienne, o terninho e por fim o blazer. Durante a década de 70, o Yves continuou a reinar em Paris. Afinal, ele possuía uma personalidade provocativa e usava o seu talento a favor da emancipação feminina através de suas roupas. Fato que causava polêmica entre o público conservador da época, mas era de grande deleite para o mundo da moda e para as mulheres modernas.
No ano de 1976, Saint Laurent apresentou uma de suas coleções mais icônicas e memoráveis que foi apelidada de Russa ou Cossaca. Nela, ele apresentou roupas camponesas exóticas, como saias compridas e rodadas, corpetes, botas e a transformação de lenços e xales em peças de modas permanentes. Na década de 80, homenageou em suas coleções, dentre outros, Marcel Proust e Catherine Deneuve (sua amiga, cliente e espécie de embaixatriz da Maison YSL). A sigla foi rapidamente compreendida como sinônimo de elegância e passou a aparecer nas etiquetas de inúmeros produtos licenciados como perfumes, bolsas e chapéus e óculos.
Em 1999, vendeu sua grife para o PPR Group (Pinault-Printemps-Redoute), o terceiro maior conglomerado de marcas de luxo do mundo, que também detém grifes celebradas de moda e acessórios, como Gucci, Bottega Veneta e Balenciaga, além da alemã Puma, e continuou a frente da YSL. Com a demissão de Alber Elbaz (que assinava a linha prêt-à-porter) em outubro de 2000, a coleção Rive Gauche passou a ser criada pelo estilista Tom Ford, também designer da Gucci na época.

Saint Laurent se aposentou no ano de 2002 após 70 coleções de alta costura e 200 desfiles no currículo, e encerrou a carreia em uma apresentação no Centro Georges Pompidou em forma de retrospectiva de seus 40 anos de criação. A marca então ficou nas mãos do estilista italiano Stefano Pilati.
O ano de 2012 foi um período de mudanças profundas para a marca YVES SAINT-LAURENT. Depois de ter empossado Heidi Slimane (ex-estilista da linha masculina da Dior) como novo diretor artístico, a marca anunciou sua mudança de nome. Perdeu o “Yves”, que evoca mais diretamente o criador homônimo da grife, e passou a adotar simplesmente o nome SAINT LAURENT PARIS.
Atualmente a Saint Laurent é uma das marcas mais descoladas do mercado com seu estilo descolado e sofisticado e campanhas que, muitas vezes, são consideradas polêmicas. A maison conta com peças mais modernas e atuais que possuem fãs fiéis ao redor do planeta.

09. Dior
A marca Christian Dior foi fundada pelo francês Christian Dior em 1946.
Antes de ingressar no mundo da moda, Christian estudou Ciências Políticas, por influência de seu pai, com intuito de seguir carreira diplomática. Após se formar, viajou pela Europa e, em 1928, abriu uma galeria de arte em sociedade com o amigo Jacques Bonjean. Mas a dupla foi forçada a fechar sua galeria devida a crise econômica mundial de 1929.
Em 1935, após se recuperar de uma doença, Christian começou a desenhar croquis para o jornal Figaro Illustre, que os publicava na sessão de alta costura. Após ter sucesso e vender alguns de suas criações, Dior desenvolveu croquis para algumas Maisons de Paris, além de trabalhar com Robert Piguet e, posteriormente, Lucien Lelong.

Em 1946, Christian Dior conseguiu abrir sua própria maison, a The House of Dior, com a ajuda financeira do magnata Marcel Boussac. A marca trouxe novos conceitos de moda feminino com criações que possuíam ombros arredondados e à mostra, cinturas acentuadas, saias rodadas e vestidos suntuosos e fartos, que tinham inspiração a moda da segunda metade do século 19.
Três anos após a inauguração da marca, em 1949, a Dior já era responsável por mais de 5% das exportações francesas e já possuía uma loja na renomada 5ª Avenida em Nova Iorque, além de estar bem estabelecida para assinar contratos de licenças com empresas americanas.
Além de suas roupas sofisticadas, elegantes e femininas, a Dior também ficou e ainda é conhecida por suas magníficas bolsas. Um dos modelos mais icônicos da marca e um de seus maiores sucessos é a Lady Dior, que foi lançada em 1994 com o nome Chouchou, mas foi, posteriormente, renomeada em 1996 em homenagem a Princesa Diana, que foi vista usando a bolsa diversas vezes.

Com 80 anos de história, a Dior é conhecida atualmente por seu estilo feminino, sofisticado e luxuoso.
08. Prada
A marca Prada foi fundada por Mario e Martino Prada em 1913 em Milão, com o nome de Fratelli Prada (Irmãos Prada em tradução livre).
Os irmãos abriram sua primeira loja na prestigiada Galleria Vittorio Emanuele II em 1913, onde vendiam e produziam exclusivos acessórios de luxo, como malas de viagem, bolsas e acessórios em couros especiais e diferenciados, como couro de leão marinho, que era importado da Inglaterra.
A marca ganhou grande notoriedade por seus artigos de alta qualidade e luxo e já em 1919, a loja em Milão virou a favorita da realeza e aristocracia italiana. Além de ser apontada como fornecedora oficial da Família Real Italiana.

Em 1978, Miuccia Prada, neta de um dos fundadores, assumiu o comando da empresa junto com seu futuro marido, Patrizio Bertelli, em um momento em que o status da mesma já não era o mesmo.
Miuccia e Patrizio então introduziram produtos inovadores e contemporâneos, o que fez com que a Prada voltasse a ter o reconhecimento que sempre teve: produtos de alta qualidade, elegantes, sofisticados e luxuosos.
A ascensão da Prada se deu no início da década 1980, com o lançamento uma bolsa preta com design de linhas básicas. O modelo se tornou febre entre atrizes e celebridades, levando o nome da marca para um público mais amplo e cheio de glamour, fazendo então, mais uma vez que fosse uma marca referência no mercado de luxo.

A introdução de acessórios confeccionados em nylon, principalmente bolsas e mochilas, foi a grande sacada de Miuccia, que criou peças que se tornaram queridinhas entre as mulheres por juntarem a beleza com a praticidade.
Ao longo de seus mais de 100 anos de existência, a marca italiana lançou diversas bolsas que se tornaram icônicas, especialmente o modelo Galleria, confeccionado no tradional couro saffiano (que se tornou referência da Prada), a Cahier, Cleo e Re-Edition.
07. Burberry
A Burberry foi fundada em 1856 por Thomas Burberry em Basingstoke, Inglaterra.
Thomas abriu uma pequena loja especializada em roupas para atividades esportivas quando tinha apenas 21 anos de idade. Aprendiz de tecelão, preocupava-se muito com a qualidade de seus produtos e, com menos de 20 anos de história, se tornou muito popular entre os ingleses. Sua loja se tornou um grande empório, onde tinha uma clientela sofisticada e rica.
Sua grande inovação se deu na criação do gabardine, tecido impermeável, respirável e extremamente resistente para dias chuvosos. O tecido virou matéria-prima de guarda-chuvas e indumentária para facilitar a vida de exploradores e esportistas, mas logo caiu no gosto de todos os clientes da Burberry.

Em 1891, sob o nome de Thomas Burberry & Sons, a marca abriu sua nova loja na região de West End, em Londres. No ano de 1895, Thomas foi “convocado” pelo exército britânico para desenvolver um casaco para os oficiais, peça que seria antecessora ao Trench Coat. Era o surgimento da famosa capa de chuva, adaptada ao estilo militar.
Em 1914, a empresa foi comissionada pelo escritório de guerra para adaptar o antigo casaco dos oficiais para combate. Sendo assim, adicionaram dragonas para exibir as patentes dos oficiais, a aba sobreposta no peito oferecia maior segurança, enquanto o protetor contra chuva na parte superior das costas garantia que a água não entrasse em contato com o corpo, e ali nascia a versão trench coat que conhecemos hoje, um casaco extremamente quente e resistente, que durante a Primeira Guerra Mundial foi vestido por meio milhão de soldados britânicos, fato que ajudou a aumentar sua popularidade.
Outro fator que fez com que a Burberry ganhasse mais notoriedade foi o fato de que o Rei George V se tornou grande fã da marca, e era visto usando casacos em diferentes ocasiões. Atualmente a marca se configura como uma das mais tradicionais e conhecidas do Reino Unido destaque com suas peças facilmente reconhecidas pelo mundo inteiro.

O icônico tecido xadrez (nas cores bege, preto, vermelho e branco) foi introduzido no ano de 1924 e logo foi patenteado, se tornando assim a marca registrada Burberry e passou a ser utilizado em um primeiro momento nos forros dos casacos da marca e, posteriormente, em diversos produtos, desde peças de roupas, à bolsas e acessórios.
Após alguns anos em estagnação (mas ainda de muita tradição e sucesso), Roberto Menichetti (o então diretor criativo da marca britânica) desenvolveu a linha de roupas Burberry Prorsum em 1998, onde criou peças com um preço mais elevado, onde misturou estampas e cores, sobrepôs peças e criou um mix entre o clássico e o novo.
Atualmente sob a direção criativa de Daniel Lee, a icônica marca inglesa busca uma aproximação mais moderna e descolada, com peças de roupas que combinem a moda de rua com a sofisticação, elegância e tradição da Burberry.

06. Cartier
A Cartier é uma marca francesa fundada por Louis-François Cartier em 1847.
Louis-François assumiu o controle a pequena oficina de seu mestre, Adolphe Picard, em 1847 que era localizada na Rue Montorgueil, a mais chique e cara da época e resolveu patentear sua própria marca representada pelo famoso coração entre as iniciais L e C em um losango.
Apenas quatro anos depois de sua fundação, graças a Condessa Nieuwerkerke, a Cartier se tornou fornecedora da Corte Real de Napoleão III. Além disso, em 1853 implantou o atendimento personalizado e elitizado, o que trouxe uma clientela exclusiva e privada para a maison.

Em 1859, alugou um imóvel no Boulevard des Italiens, imóvel onde ficaria por 40 anos, e sua localização avantajada perto dos Jardins des Tuileries e suas jóias que possuíam toque leve, arejado, em contraste com os ornamentos formais e pesados da época atraíram uma ampla clientela, como as damas da alta sociedade que passavam por ali.
Além das damas francesas, a Imperatriz Eugénie da França se encantou com a Cartier e encomendou um conjunto de chá em prata e se tornou uma cliente fiel da maison.
Em 1873, o filho de Louis-François, Albert, entrou como sócio na maison e expandiu os produtos da marca, incluíndo relógios. Em 1898, seu filho, Louis, também começou a trabalhar na marca e a loja passou a se chamar Alfred Cartier & Fils.

A Cartier abriu sua primeira loja em Londres em 1902, que era comandada por Pierre Cartier. Pouco tempo depois, a maison recebeu uma encomenda de 27 tiaras para a cerimônia de coroação do Rei Eduardo VII da Inglaterra. O rei declarou que Cartier era“o joalheiro dos reis, rei dos joalheiros” e, dois anos mais tarde, honrou Cartier com o selo de Royal Warrant (que significa ‘garantia real’).
Louis Cartier, sempre inovador, criou o primeiro relógio de pulso com pulseira de couro do mundo, a pedido de seu amigo, o aviador brasileiro Alberto Santos Dumont.
Ao longo das décadas, a Cartier continuou a ser uma das melhores e mais tradicionais joalherias do mundo. Com suas peças com design impecáveis e da mais alta qualidade, segue ainda sua filosofia de “Inovar sem perder a classe, transformar com bom gosto e ser a vanguarda da criação com a audácia da excelência.”

05. Rolex
A marca Rolex foi fundada por Hans Wilsdorf e seu cunhado, Alfred Davis, em 1905.
Após estágios em relojoarias na Suíça, o alemão Hans Wilsdorf, na época com apenas 24 anos, resolveu abrir sua própria marca e, junto ao cunhado inglês, fundaram a empresa Wilsdorf & Davis. Com sede na cidade de Londres, Inglaterra, a empresa importava, montava e distribuía relógios com mecanismos suíços da Hermann Aegler.
Um ano mais tarde, o grande sucesso veio graças a decisão de Wilsdorf de especializar-se apenas em relógios de pulso, um mercado que ainda era emergente na época. Os primeiros modelos de relógio feitos por eles, geralmente eram marcados como W&D, porém só na parte traseira da caixa. Por mais que os relógios de bolso fossem uma norma da época, Hans já vislumbrava as vantagens de usá-los no pulso.

A produção da W&S incluía uma vasta variedade de desenhos de caixas: casuais, formais e esportivas. Estes modelos eram vendidos para joalheiros que, posteriormente, colocavam suas próprias marcas nos relógios. Foi então em 1908 que o nome Rolex foi adotado, por ser de fácil pronúncia em todos os países da Europa e curto o suficiente para se adequar a um mostrador de relógio. A escolha do nome foi arbitrária e sem nenhum significado em especial, além de ser a primeira marca a usar o sufixo “ex”.
Mesmo tendo consciência que os modelos precisavam melhorar sua precisão, o alemão pressentia que os modelos de relógio de pulso poderiam se tornar não apenas elegantes, mas também confiáveis. Para convencer o público de que seus inovadores relógios eram dignos de confiança, equipou-os com mecanismos extremamente pequenos e precisos, produzidos por uma manufatura de relógios sediada em Biel, na Suíça.
Em um primeiro momento, foi alvo de criticas dos mais conservadores, mas ganhou apoio dos atletas e aventureiros da época, que tinham a necessidade de consultar as horas de uma maneira mais prática. Em um primeiro, a Rolex se concentrou na qualidade de seus mecanismos, e sua incansável dedicação para desenvolver um dispositivo que pudesse garantir a precisão cronométrica de seus relógios não demorou a dar fruto.

Em 1910, a empresa enviou um de seus relógios para ser testado no Official Watch Rating Centre, em Biel na Suíça, e foi concedido a ele o Certificado Suíço de Precisão Cronométrica, fato inédito para um modelo de pulso. Outra vitória e validação da marca veio quatro anos mais tarde, em 1914, quando o Observatório Kew de Londres concedeu um certificado de precisão “classe A”, distinção até então conferida exclusivamente à cronômetros da Marinha. Esta foi a primeira vez que um relógio de pulso recebeu o status de “cronômetro” – uma classificação que, até mesmo nos dias de hoje, é obtida por relativamente poucos relógios.
A partir daí, os relógios Rolex se tornaram sinônimos de precisão. Atualmente, a empresa é uma das melhores marcas de relógio do mundo, com modelos que são símbolo de sofisticação, elegância, qualidade e até mesmo status.
04. Chanel
Uma das marcas mais conhecidas do mundo, a Chanel foi fundada por Gabrielle Chanel em 1910.
Antes de abrir sua primeira loja, Gabrielle trabalhou como balconista em uma loja de tecidos (onde aprendeu a profissão de costureira e manejar a agulha com perfeição) e no Café Beuglant de la Rotonde.
Com grande ambição de crescer na vida, Chanel começou a se envolver com homens ricos que podiam lhe ajudar. Seu envolvimento com o oficial da cavalaria Etienne Balsan a levou à Paris e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel, conseguiu abrir sua primeira loja em 1910.

O caminho para o sucesso não foi fácil. Chanel teve de enfrentar a sociedade machista do século XX, e uma mentalidade onde as mulheres não tinham muito espaço na sociedade. No começo de sua carreira na moda, vendia elegantes chapéus femininos e acessórios. A loja era localizada na região da Balsan, ponto de encontro de burgueses e políticos franceses, o que deu grande vantagem e oportunidade para Gabrielle vender seus sofisticados chapéus.
Com um estilo simples, sem adorno e flores, seus chapéus conquistaram as damas parisienses que frequentavam o jóquei clube da cidade. Chanel gostava de ousar em seus trajes, misturando peças femininas e masculinas, o que incomodava os homens da sociedade (e fato que a incentivou a se dedicar à costura). Arthur viu em Coco uma futura mulher de negócios, e a ajudou a comprar um imóvel no prestigiado endereço 21 Rue Cambon.
A marca ficou conhecida por revolucionar a moda feminina, Coco Chanel confeccionava roupas esportivas femininas como, por exemplo, blusas com golas rolês, que tinham inspiração nos marinheiros e eram feitas de malha e tricô. Além disso, foi responsável pela criação e o sucesso de inúmeras peças, como aquelas confeccionadas em jérsei, cardigãs, tailleurs em tweed, saias plissadas, vestidos em cortes retos em sem mangas, e, é claro, o famoso vestido pretinho básico.

Além de suas roupas revolucionárias que estavam a frente de seu tempo, a marca deve seu estrondoso sucesso ao redor do mundo à suas bolsas, que seguem o estilo da maison e de sua criadora e possuem um design clássico, minimalista e atemporal.
03. Gucci
A marca Gucci foi fundada pelo italiano Guccio Gucci em Florença em 1921.
Guccio trabalhou como maitrê no famoso hotel Savoy, localizado em Londres, ainda na virada do século 19. No ano de 1921, acabou retornando para Florença e abriu sua primeira loja, utilizando todas as economias que conseguira guardar enquanto trabalhava em Londres.
Ele começou a vender acessórios de viagens (malas e valises de alto padrão), sempre feitos em couro de alta qualidade que vinham da região de Toscana, confeccionados pelos melhores artesãos da cidade, incluindo membros de sua própria família. Sua modesta loja era um reflexo de seu próprio estilo: elegante e impecável, e não demorou muito para que chamasse a atenção da alta burguesia e nobreza florentina.

Com o grande sucesso, a Gucci ultrapassou as fronteiras da cidade e se impôs como uma das marcas mais conhecidas e preferidas da elite italiana. Assim que suas vendas cresceram, Guccio pode abrir uma pequena oficina para começar a confeccionar seus próprios produtos. Alguns anos mais tarde, em 1937, a maca inaugurou uma fábrica maior em Lungarno Guicciardini.
Nos anos seguintes, o sucesso da marca italiana era estrondoso em todo o mundo e suas bolsas, artigos de viagens, acessórios e sapatos eram artigos de desejo de milhares de pessoas.
A primeira bolsa da marca foi lançada em 1947, marcando o início de seu sucesso do ramo das bolsas. O modelo consistia na icônica bolsa com alça de bambu japonês, a novidade de usar este material em acessórios foi fruto de uma ideia original de Guccio para contornar a escassez de materiais causada pela Segunda Guerra Mundial e se tornou um imenso sucesso mundo a fora.

Décadas mais tarde, a Gucci continua a ser uma das marcas referências no mercado de luxo com inúmeras peças que se tornaram as queridinhas de centenas de pessoas ao redor do globo.
02. Hermès
A marca Hermès foi fundada por Thierry Hermès em 1837 na França.
Thierry abriu uma pequena oficina em Paris, que primeiramente era chamada Caléche, onde vendia acessórios em couro como baús para carruagens, selas, rédeas, estribos, cintos com porta-moeda, botas e luvas.
Seus produtos fizeram enorme sucesso e eram feitos com tamanho esmero que ganhou o primeiro lugar na Expositions Universelles em Paris nos anos de 1855 e 1867. No ano de 1880, o filho de Thierry, Charles-Émile, assumiu os negócios e introduziu novos produtos à marca, também feitos em couro, como bolsas, pochetes, sacolas e até casacos.

Sua clientela expandiu-se rapidamente e a Hermès começou a atender às necessidades e desejos da elite global. Em 1892, a empresa lançou o modelo de bolsa grande, com fechamento feito por duas tiras que prendiam a “tampa” superior. Na verdade, essa seria a essência da bolsa que viria a se tornar o símbolo da Hermès. Em 1900, com apoio de seus filhos, Adolphe e Emile-Maurice, Charles-Emile desenhou o modelo “Haut a Courroies”, cuja intenção era permitir que os montadores carregassem suas selas.
Pouco depois, em 1902, os filhos de Charles-Emile trocaram o nome da empresa para Hermès Frères (“Irmãos Hermès” em tradução livre). A partir de 1914, com o advento do automóvel, a marca se reinventou. Isto porque, Adolphe e Émile-Maurice, filhos mais novos do fundador, após uma viagem aos Estados Unidos fizeram uma constatação importante: as pessoas estavam viajando muito mais e com maior facilidade. E foi justamente nisso que os irmãos vislumbraram uma enorme oportunidade para a empresa se desenvolver, oferecendo aos consumidores a linha de malas, com formato e fechamento exclusivos.
Nesse mesmo ano a empresa começou a fornecer selas ao czar da Rússia e até 80 artesãos de selas eram empregados pela oficina. Com isso, a oficina ganhou direitos exclusivos sobre o uso do zíper em artigos de couro e roupas, tornando-se a primeira marca na França a apresentar este dispositivo. A tradicional técnica do pesponto no couro foi adaptada às linhas de bagagens, bolsas e carteiras em 1918.

Apesar da Hermès ter como principal negócio a produção artesanal de peças de couro, a empresa se tornou amplamente conhecida por conta de dois produtos: a bolsa de couro em forma de trapézio chamada Kelly (que tinha seu nome originário de Sac-à-Depêches mas foi re-batizada em 1956 em homenagem à Princesa Grace Kelly, uma grande fã do modelo) e lenços de seda com motivos equestres (que foram introduzidos em 1937). Outros elemento que se tornou um símbolo da maison foram suas caixas laranjas, que começaram a serem usadas durante a Segunda Guerra Mundial pois o estoque de embalagens beges se tornaram escassos.
Porém, a peça que realmente deu o estrelato mundial e o reconhecimento foi a icônica e clássica bolsa Birkin, lançada em 1984 e sendo batizada em homenagem à atriz inglesa Jane Birkin.
Desde 1837, seis gerações de empreendedores e artesãos apaixonados se dedicam a criar objetos da mais alta qualidade e sofisticação. Desde o início, como fabricante de arreios até as ricas e originais coleções hoje elaboradas, seus valores fundamentais se mantêm os mesmos – liberdade de criação, artesanato primoroso, inovação e excelência.

01. Louis Vuitton
A maison Louis Vuitton foi fundada por Louis Vuitton em 1854 na França.
Tudo começou quando o jovem Louis, com apenas 16 anos de idade, decidiu viajar para Paris a pé (uma distância de aproximadamente 400km de sua cidade natal, uma pequena aldeia na região de Jura) com o objetivo de aprender em dois anos como trabalhar com madeira.
Passou-se um tempo e Louis foi contratado como aprendiz por Monsieur Maréchal, um fabricante de baús de viagem que tinha como clientela a alta sociedade parisiense, que usavam os objetos para transportar seus pertences em suas mudanças e deslocamentos pelo país.

Muito trabalhador e visionário, Louis Vuitton se dedicou ao máximo à função e tentou criar algo que fosse diferente, útil, prático e bonito para se diferenciar dos produtos já oferecidos, conceito que foi pioneiro para época. Sua vida mudou para sempre em 1851, quando era levado ao Palais des Tuilleries para embalar as bagagens da Imperatiz Eugênia todas as vezes que o Imperador Napoleão III viajava.
Três anos mais tarde, em 1854, o francês decidiu inaugurar a Maison Louis Vuitton Malletier no número 4 da Rua Neuve dês Capucines, localizada no centro de Paris, próximo à icônica Praça Vendôme. Sempre com o objetivo de trazer inovações para suas mercadorias, a primeira ideia inovadora foi a de criar um tecido que fosse altamente resistente e revestido (uma lona encerada impermeável, surgindo assim o conceito de “malas a prova d’água”) para ser o substituto do couro.
Vuitton criou um tecido menos restrito do que a pele natural e com cheiro mais agradável (já que as na época, as malas de viagem eram conhecidas por terem mau odor). Além da mudança de tecido, o estilista também começou a revestir os cantos dos baús com canteiras de madeira, tornando-os mais resistentes.

Ao passar dos anos, não foram apenas as malas inovadoras que fizeram a Louis Vuitton a marca de luxo mais valiosa do mundo.
Estas são as top dez marcas de luxo de moda mais valiosas do mercado! Qual delas possui um estilo que mais combina com o seu? Você possui uma favorita?














