Moncler leva o Inverno 2026 a Aspen e reinventa o Estilo Western
Aspen não é um destino neutro. A cidade construiu sua identidade em torno do esqui, do frio extremo e de um modo de vida moldado pela montanha. Foi ali que a Moncler decidiu apresentar sua coleção de inverno 2026 no último final de semana, reforçando uma estratégia recorrente da marca conhecida pelas icônicas jaquetas puffer: falar de moda a partir do território, e não apenas da roupa.
Western Americano inspira o Inverno 2026 da Moncler
Desta vez, o território escolhido foi o do western americano. Mas não como fantasia, e sim como repertório. Franjas, ponchos e o xadrez aparecem na coleção como códigos reconhecíveis, filtrados pelo olhar técnico que define a Moncler que teve parte comprada pelo grupo LVMH (o mesmo que detém Dior, Louis Vuitton, Tiffany). Nada soa literal. O western surge diluído em volumes acolchoados, sobreposições pensadas para o frio real e peças que dialogam com a vida ao ar livre sem perder sofisticação.

Essa leitura faz sentido quando se observa a história da marca. Fundada em 1952, em Monestier-de-Clermont, nos Alpes franceses, a Moncler nasceu longe da lógica do luxo tradicional. Seu ponto de partida sempre foi funcional: roupas feitas para suportar baixas temperaturas, primeiro para trabalhadores da montanha, depois para atletas e exploradores. O prestígio veio depois, como consequência de um produto que nunca abriu mão de desempenho.

O Desfile da Moncler Inverno 2026 em Aspen
No desfile em Aspen, essa herança fica evidente. Mesmo ao flertar com o imaginário western, a coleção mantém proporções precisas, materiais técnicos e soluções pensadas para o inverno severo. O xadrez, por exemplo, não aparece apenas como referência estética, mas como elemento que aproxima a coleção de uma tradição de vestuário utilitário. Os ponchos, por sua vez, dialogam tanto com a cultura do oeste americano quanto com a ideia de proteção e mobilidade, dois pilares do vestuário de montanha.
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A escolha de Aspen também reforça a posição que a Moncler ocupa hoje no mercado de luxo. A marca não se apresenta como uma grife de passarela desconectada do uso real, tampouco como uma etiqueta puramente esportiva. Seu discurso se constrói nesse meio-termo: moda pensada para um inverno vivido, frequentado, experimentado.

Ao levar o inverno 2026 para o Colorado, a Moncler reafirma sua habilidade em reinterpretar códigos culturais sem se afastar de sua essência. O western entra em cena, mas quem conduz a narrativa continua sendo a mesma marca que, há mais de sete décadas, entende o frio não como obstáculo, mas como linguagem.

Mas e aí, gostaram?













