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As marcas sustentáveis que você encontra no Etiqueta Única!

Um dos assuntos mais em alta dos últimos anos, a sustentabilidade vai muito além do cuidado com o meio ambiente, se tratando também do nosso estilo de vida e de nossas escolhas e ações como consumidores.

A indústria têxtil é conhecida por ser uma das mais poluentes que existem, consumindo 93 mil milhões de metros cúbicos de água por ano, além de despejar 500.000 toneladas de microfibras plásticas nos oceanos e ser responsável por 10% das emissões globais de carbono, segundo dados da Ellen MacArthur Foundation, instituição inglesa que promove a economia circular.

Com dados tão alarmantes, a necessidade de ação imediata por parte de marcas de moda é é urgente e necessária. Com isso, nos recente anos, inúmeras grife já anunciam e colocam em prática ações que são mais eco-friendly, seja no seu processo de confecção ou nos materiais utilizados.

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Confiram mais as marcas sustentáveis presentes no Etiqueta Única:

Stella McCartney

A marca Stella McCartney foi fundada em 2001 pela estilista homônima.

Filha do icônico Beatle Paul McCartney, Stella demonstrou interesse pelo mundo da moda desde adolescente, costurando sua primeira jaqueta aos 13 anos de idade. Com apenas 16 anos de idade, foi assistente do estilista Christian Lacroix e, em seguida, estagiou com Edward Sexton, que era alfaiate de seu pai.

Em seu desfile de graduação na conceituada Central Saint Martins em Londres em 1995, sua coleção chamou grande atenção, não apenas pela trilha sonora composta por seu pai ou pela presença de grandes nomes da moda como Naomi Campbell e Kate Moss, mas também por seu estilo consciente natural, feminino, sexy e, ao mesmo tempo elegante.

Bolsa Falabella confeccionada com couro ecológico. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Bolsa Falabella confeccionada com couro ecológico. Clique na imagem e confira mais peças da marca!

Após passar alguns anos como diretora criativa da marca francesa Chloé, em 2001 McCartney aceitou a proposta do grupo Gucci (que integrava o conglomerado francês de moda de luxo PPR, atual Kering) para lançar sua marca própria, com gestão de 50% das operações para cada um, se tornando a primeira estilista do sexo feminino a integrar o grupo. Em outubro do mesmo ano, apresentou a sua primeira coleção na Semana de Moda de Paris.

Poucos anos depois, em 2005, a marca fechou parceria com a Adidas, gigante de artigos esportivos, a qual assinou linhas de roupas e acessórios para modalidades como ioga, corrida, tênis, natação, golfe, ciclismo, entre outros esportes. A parceria tem sido uma das mais longas e rentáveis da carreira de Stella.

No quesito sustentabilidade, desde sua fundação, a marca é conhecida por suas políticas sustentáveis, como o uso uso exclusivo de couro ecológico em suas peças e utilização de algodão 100% orgânico como base para todos seus jeans. Em sua missão de mostrar para indústria da moda que ela pode ser sustentável, apresentou em Janeiro de 2020 em sua coleção Pre-Fall o primeiro jeans stretch biodegradável do mundo, feito com tecido em parceria com a marca italiana Candiani.

Peças de Stella McCartney confeccionadas com couro de cogumelo. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Peças de Stella McCartney confeccionadas com couro de cogumelo. Clique na imagem e confira mais peças da marca!(Foto: Reprodução/Instagram @stellamccartney)

Moncler

A Moncler é uma marca francesa fundada por André Vincent e René Ramillon em 1952.

Sua origem se deu em uma pequena cidade encravada nos exuberantes Alpes Franceses, Monestier-de-Clermont, de onde se origina a abreviação do nome da marca. De início, a Moncler produzia itens destinados a proteger os escaladores das intempéries climáticas, como sacos de dormir acolchoados, barracas com cobertura externa e um único modelo de capa com capuz para atender à popularidade emergente das férias nas montanhas.

A fama veio quando o premiado alpinista francês Lionel Terray se rendeu à qualidade das peças produzidas pela grife e adotou seus equipamentos para protegê-lo do frio em suas incursões pelas altas montanhas da Europa.

Artigos para ski Moncler. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Artigos para ski Moncler. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @moncler)

Criadas em 1954 com a intenção servir de uniforme exclusivo dos funcionários da MONCLER, as míticas doudounes, jaquetas acolchoadas forradas de plumas, eram originalmente chamadas de boîte bleue, que significa caixa azul, por conta de sua modelagem quadrada. Assim a marca criava os primeiros casacos acolchoados para proteger os trabalhadores do frio extremo das montanhas. Essas jaquetas eram tão resistentes ao frio que passaram a ser usadas como roupas de esqui.

A empresa começou a ganhar reconhecimento internacional apenas em 1968 nos Jogos Olímpicos de Inverno em Grenoble, quando se tornou a fornecedora oficial de equipamentos esportivos para a equipe francesa de esqui alpino. Mesmo em seus primeiros anos, a Moncler considerava a estética tanto quanto o desempenho. Um exemplo disso foi que ao longo dos anos de 1970, a marca pesquisou tecidos e acabamentos que pudessem replicar as propriedades reflexivas da neve.

O resultado da pesquisa se deu no “efeito laqueado brilhante”, característica que se tornou comum em suas jaquetas atualmente. Uma estrela em ascensão no cenário da moda parisiense nesta década, a estilista Chantal Thomass foi contratada para retrabalhar o visual da jaqueta clássica de penas. A estilista então substituiu os zíperes por botões e introduziu novos detalhes como enfeites de pele, forro de cetim e tecidos reversíveis para deixar os designs da marca mais alinhados às tendências dos anos de 1980.

Campanha Moncler. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @moncler)
Campanha Moncler. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @moncler)

Ainda na década de 80, a Moncler ganhou força pelo fato de trabalhar com produtos de qualidade e trazer novidades para o inverno, conquistando consumidores não apenas como um elemento de estilo de qualidade superior, mas também como verdadeiro clássico francês. Além das doudounes e jaquetas de matelassê, também passou a produzir parkas masculinas em tweed, ganhando adeptos que iam desde membros da realeza até celebridades de Hollywood.

Atualmente, a marca tem se destacado também em seus lançamentos para as coleções de primavera, quando pode se aventurar para além da tradicional moda inverno e trabalhar com novas tendências e um estilo esportivo mais descolado e urbano.

Quando falamos sobre sustentabilidade, assim como outras grifes de luxo, a Moncler está comprometida com o tema. Além de ter assinado o The Fashion Pact em 2013, ela também anunciou em Janeiro de 2022 que iria parar de usar pele animal em suas coleções, além de usar materiais de baixo impacto, como nylon reciclado e certificado, e seguir padrões de sustentabilidade. Também está comprometida com “práticas de negócios responsáveis”, e com a organização italiana de direitos dos animais LAV, representante da Fur Free Alliance.

Collab Moncler x Craig Green feita com materiais com menos impacto ambiental. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Collab Moncler x Craig Green feita com materiais com menos impacto ambiental. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @moncler)

A Moncler ainda lidera o ranking que avalia marcas voltadas para a sustentabilidade, com base em critérios de responsabilidade econômica, ambiental e social.

Flavia Aranha

Flavia Aranha nasceu na cidade de Campinas, São Paulo, e se mudou para a capital paulista, aos 17 anos, para estudar moda. Naquela época, a estilista já se interessava por artesanato e havia feito trabalhos com grupos de mulheres artesãs. Depois de formada, o emprego em uma companhia de renome trouxe as atribuições de praxe: pressão por redução de custos, aumento de vendas, gestão de pessoas.

No ano de 2007, viajou à China com a missão de redesenhar a cadeia produtiva da grife e entender melhor como a indústria da moda convencional funcionava. E, dois anos após a viagem que, segundo ela, a afetou muito, abriu sua própria marca na Vila Madalena, São Paulo.

Sua ideia era resgatar valores da infância e buscar um processo mais humano. A construção do modelo de negócio teve início com uma viagem ao sertão da Paraíba, para entender a vida e o trabalho das mulheres sertanejas. Cada viagem influencia o design de uma coleção e também a maneira de criar soluções e novos produtos. Durante uma temporada de férias em Alter do Chão (PA), Flavia visitou a comunidade de Urucureá, que trabalha com palha de tucumã e tingimento natural, e aprendeu com uma artesã a tingir com crajiru, uma planta, e jenipapo, um fruto.

Tricô feito com algodão orgânico Flavia Aranha. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @flaviaaranha_)
Tricô feito com algodão orgânico Flavia Aranha. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @flaviaaranha_)

A marca reúne em seu ecossistema de 20 a 30 grupos de artesãos brasileiros. Muitos deles vêm de redes já consolidadas, como a ArteSol, que beneficia principalmente trabalhadores de baixa renda detentores de saberes tradicionais transmitidos entre gerações. Um exemplo é a Cooperativa Regional de Artesãs Fibras do Sertão (Cooperafis), da Bahia, que se dedica ao caroá, planta que fornece fibras utilizadas nas bolsas e chapéus da marca.

Uma de suas principais características é a maneira sustentável com que confeccionam suas peças, como, por exemplo, trabalhar com tramas biodegradáveis e tingimento com corantes obtidos a partir de plantas e ervas brasileiras. A Flavia Aranha desenvolve uma alta-costura artesanal e socialmente responsável que abrange parcerias com comunidades de diversas regiões do Brasil e institutos de aprendizagem industrial.

Em 2016, menos de dez anos após sua fundação, a marca foi certificada pelo Sistema B, movimento que reconhece empresas que olham além do lucro e criam soluções para melhorar a sociedade e o meio ambiente. A marca também fez convênio  com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em 2018 para desenvolver uma forma de fabricar extratos a partir das plantas em estado bruto e em escala industrial poupando água e energia. Ela também investiga novas matérias-primas, como o látex natural, alternativa ao couro animal produzida na Amazônia, para compor calçados, bolsas, capas e guarda-chuvas.

Peças Flavia Aranha tingidas com com extrato de faveira. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @flaviaaranha_)
Peças Flavia Aranha tingidas com com extrato de faveira. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @flaviaaranha_)

Burberry

A Burberry foi fundada em 1856 por Thomas Burberry em Basingstoke, Inglaterra.

Thomas abriu uma pequena loja especializada em roupas para atividades esportivas quando tinha apenas 21 anos de idade. Aprendiz de tecelão, preocupava-se muito com a qualidade de seus produtos e, com menos de 20 anos de história, se tornou muito popular entre os ingleses. Sua loja se tornou um grande empório, onde tinha uma clientela sofisticada e rica.

Sua grande inovação se deu na criação do gabardine, tecido impermeável, respirável e extremamente resistente para dias chuvosos. O tecido virou matéria-prima de guarda-chuvas e indumentária para facilitar a vida de exploradores e esportistas, mas logo caiu no gosto de todos os clientes da marca.

Bolsa Burberry. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Bolsa Burberry. Clique na imagem e confira mais peças da marca!

Em 1891, sob o nome de Thomas Burberry & Sons, a marca abriu sua nova loja na região de West End, em Londres. No ano de 1895, Thomas foi “convocado” pelo exército britânico para desenvolver um casaco para os oficiais, peça que seria antecessora ao Trench Coat. Era o surgimento da famosa capa de chuva, adaptada ao estilo militar.

Em 1914, a empresa foi comissionada pelo escritório de guerra para adaptar o antigo casaco dos oficiais para combate. Sendo assim, adicionaram dragonas para exibir as patentes dos oficiais, a aba sobreposta no peito oferecia maior segurança, enquanto o protetor contra chuva na parte superior das costas garantia que a água não entrasse em contato com o corpo, e ali nascia a versão trench coat que conhecemos hoje, um casaco extremamente quente e resistente, que durante a Primeira Guerra Mundial foi vestido por meio milhão de soldados britânicos, fato que ajudou a aumentar sua popularidade.

O icônico tecido xadrez (nas cores bege, preto, vermelho e branco) foi introduzido no ano de 1924 e logo foi patenteado, se tornando assim a marca registrada Burberry e passou a ser utilizado em um primeiro momento nos forros dos casacos da marca e, posteriormente, em diversos produtos, desde peças de roupas, à bolsas e acessórios.

Casaco da coleção ReBurberry Edit confeccionadas com materiais sustentáveis. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @ernestoocampagna)
Casaco da coleção ReBurberry Edit confeccionadas com materiais sustentáveis. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @ernestoocampagna)

Atualmente sob a direção criativa de Riccardo Tisci, a icônica marca inglesa busca uma aproximação mais moderna e descolada, com peças de roupas que combinem a moda de rua com a sofisticação, elegância e tradição da Burberry.

Quando falamos de sustentabilidade, a grife está comprometida a adotar medidas que sejam mais eco-friendly. Em 2020, lançou uma coleção cápsula feita à partir de materiais sustentáveis, batizada de ReBurberry Edit. Ela contou com com 26 looks que fizeram parte de sua coleção de verão 2020,  eforam criadas exclusivamente com materiais sustentáveis, tais como retalhos, plásticos industriais, fibras nacionais, entre outros materiais reciclados.

Cada artigo irá trouxe consigo uma etiqueta verde pistache que informava todas as suas credenciais sustentáveis, como emissão de carbono e suas compensações, porcentagem de fibras recicladas presentes na peça e até políticas sociais, como o salário mínimo dos funcionários envolvidos na confecção do modelo.

Peças da coleção ReBurberry Edit confeccionadas com materiais sustentáveis. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @ernestoocampagna)

Chloé

A Chloé é uma marca francesa fundada por Gabrielle Aghion em 1952.

Sua história se iniciou quando Gabrielle resolveu lançar uma marca que representasse um “prêt-à-porter de luxo” e libertasse as mulheres dos rígidos padrões da moda da época. Juntamente com seu sócio, o empresário Jacques Lenoir, ela criou a Chloé, nome escolhido pelo caloroso apelo feminino. A grife foi responsável por introduzir o comércio de roupas prontas, o famoso prêt-à-porter, e a própria estilista criou um novo termo para descrever seu estilo, o “luxury prêt-à-porter”, pois, até então, a ideia de luxo era associada à alta costura, feita sob medida.

Aghion cuidou de cada detalhe da produção de sua primeira coleção feminina, desde pregar botões a sair para fazer as vendas. Quatro anos mais tarde, em 1956, aconteceu o desfile de estréia no famoso Café de Flore, reduto dos existencialistas e artistas da capital francesa, quando a grife apresentou peças com tecidos finos, delicadamente femininas, leves e românticas que rejeitavam a rígida formalidade da moda da década de 1950.

Vestido Chloé confeccionado com técnica de upcycling. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @chloe)
Vestido Chloé confeccionado com técnica de upcycling. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @chloe)

Nos anos de 1960, a marca fez parte da geração que definiu o que viria a ser o prêt-à-porter francês, apostando em roupas jovens e modernas, com um espírito delicadamente audacioso. Principalmente depois que Karl Lagerfeld, com 28 anos na época, assumiu a direção criativa em 1966 e a transformou na marca queridinha de diferentes celebridades, como a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Jackie Kennedy, a cantora lírica Maria Callas Maria Callas, Brigitte Bardot e Grace Kelly.

No ano de 1985 a marca francesa foi adquirida pelo grupo Dunhill Holding (atual Richemont) e sua notoriedade mundial aumentou ainda mais. No final desta década, já com uma imagem desgastada e antiga no universo da moda, a marca francesa resolveu dar uma enorme reviravolta apostando no rejuvenescimento de sua marca, principalmente com a estilista Stella McCartney, que, a partir de 1997, assumiu a direção criativa e reinventou a marca mais uma vez com uma mistura romântica, criando uma coleção de lingerie vintage, que impulsionou a Chloé para um novo nível de sucesso.

Com a saída de Stella em 2001, sua ex-assistente, Phoebe Philo assumiu o comando criativo da marca. Rapidamente a jovem estilista imprimiu um toque pessoal e sensual nas coleções. Um ano mais tarde, a marca lançou no mercado sua primeira coleção de bolsas, sapatos e artigos de couro.

Suéter Chloé feito com cashmere reciclada. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @chloe)
Suéter Chloé feito com cashmere reciclada. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @chloe)

Em 2011, a escocesa Clare Waight-Keller assumiu o cobiçado posto de diretora criativa da grife francesa, assinando as linhas de moda feminina e infantil, moda praia, lingerie, acessórios, jeans, óculos e perfumes. Atualmente, a Uruguaia Gabriela Hearst está no comando da marca.

Assim como outras marcas, a Chloé possui um grande comprometimento com a sustentabilidade. Em 2021, se tornou a primeira marca de luxo da Europa a obter o selo B-Corp (Benefit Corporation). Este é considerado o padrão mais alto em empresas sustentáveis, a certificação é fornecida pela ONG B-Lab, fundada em 2006, nos Estados Unidos.

No ano anterior, anunciou uma série de mudanças internas para se tornar mais sustentável. Dentre elas, a adoção de materiais com menor impacto ambiental, parcerias com fornecedores certificados pelo comércio justo e compromissos para promover a igualdade de mulheres.

Calça Jeans Chloé confeccionado à partir de componentes biodegradáveis e estoque morto de tecidos. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @chloe)
Calça Jeans Chloé confeccionado à partir de componentes biodegradáveis e estoque morto de tecidos. Clique na imagem e confira mais peças da marca! (Foto: Reprodução/Instagram @chloe)

Gucci

A marca Gucci foi fundada pelo italiano Guccio Gucci na cidade de Florença em 1921.

Guccio nasceu no dia 26 de Março de 1881 em Florença, cidade localizada no norte da Itália. Filho de um artesão com origem humilde, adquiriu bom gosto e aprecio para a elegância, além de encantar-se com o luxo das malas com brasões de famílias nobres enquanto trabalhava como ascensorista, maleiro e, posteriormente, maître no renomado Hotel Savoy em Londres, Inglaterra na virada do século 19.

No ano de 1921, resolveu voltar para sua cidade natal e abrir sua primeira loja, utilizando todas as economias que conseguira guardar enquanto trabalhava no hotel londrino. Assim, começou a vender acessórios de viagens (malas e valises de alto padrão), sempre feitos em couro de alta qualidade que vinham da região da Toscana, confeccionados pelos melhores artesãos da cidade. Como o seu sucesso era notório, ele conseguiu dinheiro para abrir atrás de sua loja, sua própria oficina e passou, então, a produzir sua mercadoria no local.

Bolsa Gucci Bamboo. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Bolsa Gucci Bamboo. Clique na imagem e confira mais peças da marca!

A década de 30 foi um importante marco para a história da Gucci. Ela passa a ter uma renomada clientela internacional que vinham para buscar alguns produtos específicos, como os já famosos sapatos, luvas, bolsas e cintos. Em poucos anos, o leque de produtos foi expandido, passando a oferecer malas, baús de viagem, cintos, sapatos e luvas, mas com um design inspirado no estilo equestre (com o detalhe de horsebit se tornando sua marca registrada), o que acabou atraindo uma cartela de clientes muito mais refinada.

No ano de 1947, a Gucci lançou um modelo de bolsa que se tornaria o carro chefe e um dos modelos mais icônicos e clássicos da marca: a bolsa Gucci com alça de bambu japonês que, de modo literal, seduziu as mulheres com sua elegância e o seu charme. A novidade foi uma forma encontrada por Guccio para lidar com a escassez de material causada pela Segunda Guerra Mundial.

A marca veio adotar o famoso logo com o duplo G entrelaçado com um deles invertido apenas no final da década, além da clássica assinatura vermelha e verde, que viria a se tornar marca registrada da Gucci. Após décadas de sucesso, mas também de polêmicas e uma ameaça de esquecimento no mercado de luxo, a marca italiana se restabeleceu graças à direção criativa de Tom Ford, que assumiu o cargo de diretor criativo na década de 90 e foi responsável por diversas peças icônicas, como a Horsebit Clutch.

Bolsa Gucci Dionysus. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Bolsa Gucci Dionysus. Clique na imagem e confira mais peças da marca!

Desde 2015, no entanto, o cargo foi assumido por Alessandro Michele e a Gucci ganhou um visual mais jovem e suas linhas de roupa ganharam grande destaque com estampas inovadoras que se tornaram características, como a de tigre, a abelha e a icônica frase “Blind for Love” (“Cego por Amor” em tradução livre), além de influências das décadas passadas como estampas geométricas, superfícies metalizadas e cores da estética vintage.

A Gucci foi uma das pioneiras em anunciar medidas rumo a sustentabilidade. Em Setembro de 2019, a marca italiana anunciou que iria se tornar carbon neutral e iria compensar todas suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de suas próprias operações e de toda sua cadeia de suprimentos. Esta medida acompanha o apoio da marca à projetos de conservação florestal em países em desenvolvimento por meio de uma iniciativa internacional chamada REDD+ ( (Reduzir as Emissões do Desmatamento e da Degradação florestal), desenvolvida pela UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).

Acessórios e sapato Gucci. Clique na imagem e confira mais peças da marca!
Acessórios e sapato Gucci. Clique na imagem e confira mais peças da marca!

Estas são as principais marcas sustentáveis que estão presentes no Etiqueta Única! Qual a sua favorita? Nos conte nos comentários!

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