Diesel abre a Semana de Moda de Milão com inverno 2026/27 pautado pelo jeans
A Diesel deu início à Milan Fashion Week (MFW) na última terça-feira, 24 de fevereiro, marcando oficialmente a temporada de desfiles de inverno 2026/27 na capital italiana. A semana, que tradicionalmente concentra nomes de peso como Prada e Fendi (que nesta edição conta com a aguardada estreia de Maria Grazia Chiuri após sua saída da Dior), começou com uma das apresentações mais comentadas do calendário.
Abrir a Semana de Moda de Milão não é apenas um gesto protocolar. É assumir o termômetro da temporada. E a Diesel, sob direção criativa de Glenn Martens desde 2020, entende bem o peso desse lugar.
Descubra todos os detalhes do Desfile da Diesel Inverno 2026 na Semana de Moda de Milão.
DNA da Diesel: jeans, provocação e cultura jovem
Fundada em 1978 por Renzo Rosso, a Diesel construiu seu nome a partir do denim (apesar de hoje possuir it-bags desejo, como por exemplo, a icônica 1DR). Mas sim, o jeans sempre foi o core do negócios, não apenas como produto, e sim como linguagem. Entre os anos 1980 e 2000, a marca italiana consolidou uma identidade global com campanhas publicitárias provocadoras. Como? Abordando sexualidade, diversidade e comunidade de maneira direta, muitas vezes disruptiva para a época.
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Antes da chegada de Martens, a Diesel já era uma grife com presença internacional sólida e público amplo. O estilista belga, conhecido por seu olhar experimental e por tensionar códigos tradicionais do vestir, assumiu a missão de atualizar esse legado sem romper com ele. Seu trabalho tem sido o de refinar a mensagem de que a Diesel é plural, inclusiva e atenta a práticas mais responsáveis, especialmente no desenvolvimento de tecidos e processos (o EÚ ama!).

Desfile Inverno 2026/27 na Semana de Moda de Milão: o jeans como ponto de partida
No desfile de inverno 2026, o jeans reapareceu como eixo estruturante. Glenn Martens revisitou calças rasgadas com ecos da era grunge, reinterpretou cinturas altas que remetem aos anos 1970 e explorou lavagens desgastadas que reforçam a estética de desgaste proposital.
Mas o denim não veio isolado. Ele dialogou com regatas torcidas, casacos propositalmente amassados e malhas com pences irregulares, como se as peças tivessem sido retiradas de uma pilha esquecida em algum canto. O acúmulo, conceito central da coleção, orienta tanto o styling quanto a construção das roupas.

Cenografia e excesso: uma memorabilia sem hierarquia
O cenário do desfile reforçou essa ideia. Em um galpão branco, objetos aparentemente desconexos dividiam o espaço: um coqueiro em tamanho real, um lustre de cristal, um carro retrô, um boneco inflável gigante de salto alto, itens infláveis, acessórios cotidianos e peças de vestuário espalhadas.
A composição não obedecia a uma lógica evidente. Em nota à imprensa, a instalação foi definida como uma “memória sobreposta”. Seria uma espécie de recordações visuais marcantes que simula a maneira como imagens surgem na mente: sem hierarquia, ordem ou sentido linear. A ausência de lógica aparente é, na verdade, deliberada.

Esse acúmulo também aparece na construção das peças. Misturas de fibras sintéticas recicladas, semelhantes às utilizadas em mantas distribuídas a pessoas em situação de vulnerabilidade, foram ressignificadas em um paletó e em casacos de corte clássico. Tricôs florais com atmosfera de brechó, camisetas e camisas de flanela surgiram transformados em conjuntos drapeados, com aparência despretensiosa e acabamento elaborado.
Na parte final do desfile, tonalidades empoeiradas dominaram a passarela. Elas foram acompanhadas por sobreposições de tecidos e estampas que elevam materiais associados ao descarte a uma nova leitura estética.

Diversidade como linguagem visual no Desfile Diesel Inverno 2026/27 em Milão
Desde que assumiu a direção criativa, Glenn Martens tem ampliado a perspectiva de diversidade na Diesel. A marca, que já havia abordado temas como inclusão em campanhas histórica, incluindo, por exemplo, imagens de casais do mesmo sexo nos anos 1990, reforça essa narrativa nas passarelas, com casting plural e personagens que extrapolam o convencional.
Lentes de contato, glitter e silhuetas que desafiam proporções tradicionais integram um discurso que vai além da roupa. A Diesel de 2026 não trata apenas de jeans. Mas de identidade, excesso, reaproveitamento e comunidade.

O inverno 2026/27 deixa claro que o material continua sendo a espinha dorsal da Diesel, mas agora inserido em um discurso mais amplo sobre acúmulo, memória e reaproveitamento. Para quem acompanha a moda internacional, ou começa a se interessar pelo tema, entender o desfile da Diesel na MFW é compreender como uma marca nascida do denim consegue se manter relevante ao tensionar passado, presente e cultura pop em uma mesma narrativa.
Mas e aí, gostaram?
Assista ao Desfile Completo da Diesel Inverno 2026/27 na Semana de Moda de Milão:












