Estreia de Demna na Gucci é antecipada para setembro — Saiba por quê!
A aguardada estreia de Demna na Gucci acaba de ser antecipada. Em vez de março de 2026, como era originalmente previsto nos bastidores da indústria, o estilista fará seu primeiro desfile para a grife italiana já em setembro de 2025. O début acontece durante a Semana de Moda de Milão Verão 2026. A mudança veio à tona nesta quinta-feira (31), com a divulgação do calendário oficial da Milano Fashion Week. A notícia agitou o mercado da moda, especialmente porque acontece em meio a um cenário de pressão por resultados dentro do grupo Kering.
Segundo o relatório trimestral mais recente, divulgado esta semana, as vendas da Gucci caíram mais 25% nos últimos três meses, acentuando a trajetória descendente da marca que já foi a mais lucrativa do conglomerado francês.
Por que a estreia de Demna na Gucci é tão aguardada?
Após quase uma década na Balenciaga, onde foi responsável por transformar a marca em um fenômeno fashion com estética provocadora, desfiles performáticos e uma abordagem conceitual, Demna deixou o cargo no início de 2024. Seu nome sempre esteve atrelado à ideia de ruptura, algo que, para muitos, é exatamente o que a Gucci precisa neste momento.
A marca fundada por Guccio Gucci em 1921 já viveu ciclos de ouro sob nomes como Tom Ford e Alessandro Michele (hoje na Valentino). Mas desde a saída de Michele, em 2022, e com coleções de transição que pouco empolgaram, a Gucci luta para reconquistar relevância cultural e fôlego comercial. A missão de reposicionar a Gucci, tanto nas passarelas quanto nas prateleiras, agora recai sobre o novo diretor criativo.
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Um desfile que pode redefinir os rumos da Gucci e da Kering
O desfile Gucci Demna em setembro de 2025 não será apenas mais um na temporada: ele simboliza um ponto de virada estratégico para o grupo Kering. Ao optar por antecipar a estreia, o conglomerado sinaliza que não pode mais esperar. A pressão por resultados, especialmente diante da ascensão de concorrentes como Louis Vuitton, Dior e Loewe é real, e a Gucci precisa voltar a capturar a atenção (e o desejo) da nova geração.
Nos bastidores, fala-se que a decisão foi influenciada diretamente pelos números negativos do último trimestre. A urgência em retomar o protagonismo da marca pode ter levado a Kering a acelerar o cronograma e dar a Demna o palco principal já na próxima temporada de Milão.
Além disso, em setembro temos outra estreia aguardada com grande expectativa. Estamos falando a de Dario Vitale à frente da Versace, o primeiro desfile sem Donatella no comando.

O que esperar do Primeiro Desfile de Demna para a Gucci?
Essa é a grande pergunta. O designer georgiano chega à Gucci com uma bagagem estética consolidada: mix de streetwear e alfaiataria, ironia fashion, críticas ao sistema e uma habilidade incomum de transformar desconforto em desejo. Mas a Gucci carrega um DNA distinto, com raízes italianas, sensualidade, logomania e uma história profundamente ligada ao luxo tradicional.
A curiosidade está em como Demna vai reinterpretar esse legado. Ele manterá os códigos históricos da casa ou aplicará uma ruptura radical, como fez em sua entrada na Balenciaga? Veremos uma Gucci mais minimalista ou ainda mais conceitual?
Uma coisa é certa: com a antecipação do desfile, os holofotes estarão todos sobre a Gucci — e qualquer movimento de Demna terá impacto direto tanto na imagem da marca quanto nas expectativas do mercado.