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Yan Acioli, um dos maiores stylists do Brasil, se junta ao time Etiqueta Única

Com uma carreira consolidada no mundo da moda, Yan Acioli chega ao Etiqueta Única como Head of Luxury para dar início à uma nova fase da empresa.

Trazendo sua expertise de quase 20 anos de atuação no mercado de moda e no mundo do carnaval, que sempre foi seu sonho de infância, Yan chega ao EÚ com o objetivo de fortalecer a comunicação sobre a importância da moda circular, principalmente no universo do luxo.

Aproveitamos para bater um papo sobre a sua trajetória e seu relacionamento com o second hand. Confira abaixo:

Yan, você é formado em publicidade mas decidiu seguir carreira na moda, quando você decidiu que seguiria este caminho?

Você acredita que eu decidi que eu queria seguir a carreira em moda no final do curso de publicidade? Eu sempre gostei de moda, mas o meu sonho como criança era ser cirurgião plástico. Só que esse sonho só durou até o dia que eu descobri que, para ser cirurgião plástico, eu tinha uma matéria que era anatomia, e eu não queria estudar cadáveres. Aí eu desisti de ser cirurgião plástico e fiz um curso de publicidade.

Mas a moda sempre presente na minha vida, sempre gostei muito de moda e aí no curso de publicidade eu tive duas certezas: que eu não queria ser publicitário, mas que eu queria associar a publicidade com moda, eu acho que eu faço muito isso. Porque, publicidade é briefing, né?E o personal styling, essa profissão que eu tenho há quase vinte anos, nada mais é do que respeitar diariamente o briefing da pessoa que eu estou atendendo. É saber como que ela está, o que que ela quer, como que ela quer estar.

E eu descobri depois de um tempo também que de uma certa forma isso é uma cirurgia plástica, né? Você mexer com a autoestima, mexer com a imagem da pessoa. Então eu sou muito feliz porque hoje eu acredito que eu consegui conciliar as três coisas, a moda, a publicidade e a medicina.

Como foi sua primeira experiência profissional como stylist?

A minha primeira experiência como stylist foi em Brasília, minha cidade natal. Eu tinha um amigo fotógrafo em Brasília, o Geraldo, a gente fazia correspondência para um site que tinha na época que chamava BRTurbo. Ele tinha uma sessão de moda, aí a gente fotografava em Brasília semanalmente e mandava para esse site. Essa foi a minha primeira experiência como personal stylist.

Depois disso, o primeiro momento e que eu assinei como stylist, foi aqui em São Paulo, que eu fiz junto com o Rafael Mendonça, a capa da revista Cool Magazine. Isso foi em 2005, o Rafael era o stylist, né, e eu era o produtor.

Qual foi o look mais desafiador que você já montou?

Todos os looks são muito desafiadores, né? Então, eu trabalhei com muitas mulheres no Carnaval. Então a história do Carnaval, de você subir num trio elétrico ou você vir na frente de uma bateria de escola de samba… É muito desafiador, porque primeiro tem que ser inovador principalmente, pra essas mulheres que eu fiz muitos carnavais, e segundo, porque tem que ser confortável né? Na medida do possível tem que ser um look feito pra durar muitas horas com muito movimento. Então você tem que responder, né? Corresponder essas expectativas é sempre muito desafiador.

Mas, se fosse pra escolher um look desafiador, eu acho que pela questão emocional, seria o último look de carnaval que eu fiz com a Juliana Paes para o carnaval de 2019, o último ano que a Juliana desfilou. Então, era o último ano da Juliana desfilando e era o meu primeiro ano com ela na Sapucaí, na frente da bateria da Grande Rio. Era uma responsabilidade muito grande. E aí, ele foi tão marcante pra mim, que tem uma reportagem que o Milton Cunha, que é um dos maiores carnavalescos do Brasil, fala que é a fantasia de carnaval mais bonita que já cruzou a Sapucaí. Então eu acho que é muito gratificante.

Look de Juliana Paes no desfile da Grande Rio em 2019. (Foto 1: Reprodução/Revista Quem; Foto 2: Reprodução/Instagram @julianapaes).
Look de Juliana Paes no desfile da Grande Rio em 2019. (Foto 1: Reprodução/Revista Quem; Foto 2: Reprodução/Instagram @julianapaes).

Quais são suas marcas favoritas do momento?

As minhas marcas favoritas no momento, eu acho que são as minhas marcas favoritas há muito tempo. Em primeiríssimo lugar, Ralph Lauren. Eu amo o conceito de você vender um estilo que transcende a roupa, vai pra casa e um estilo de vida. Eu amo a política da Ralph Lauren. E aí é injusto, né? Escolher uma marca só.

Mas eu tenho muita influência do Tom Ford, tanto do momento que ele era da Gucci no início dos anos 2000, que ele era diretor criativo da Gucci. Gosto do Tom Ford também hoje em dia. Amo Saint Laurent. Gosto muito da alegria de viver da Dolce & Gabbana. Eu acho que, além da modelagem, além, enfim da riqueza de tecidos, eu acho que é uma marca que tá sempre enaltecendo alegria, felicidade, cor, e eu gosto muito disso.

Mas são muitas marcas, né? Se eu for falar da minha marca favorita profissionalmente, com certeza seria Thierry Mugler. Eu amo, amo o legado do Mugler, as roupas/fantasias. Então, eu gosto de muitas marcas.

Existe alguma peça que, para você, é clássica e um must-have para toda mulher?

Olha, muitas peças são must have, clássicas. E eu não falo só para mulher, falo para mulher e para homem. Então, aquela calça jeans que a gente sabe que pode usar de tênis, ou a mulher pode usar de salto alto. Aquela calça jeans que parece que foi feita no nosso corpo, todo mundo tem uma dessa que ama.

Uma camisa branca com uma tricoline muito boa. Eu sou muito fã dos óculos aviadores da Ray-Ban. Eu acho que eles servem para deixar o look, tanto da mulher quanto do homem, mais power, assim, deixa a pessoa, literalmente, empoderada. Eu defenderias essas três peças, que eu gosto muito.

Eu acho que o homem tem que ter uma boa bota de camurça, de bico mais afinado. Acho que a mulher tem que ter um belo scarpin de salto fino, bico fino, atemporal, que usa para sempre. Mais especificamente para mulher, eu acredito muito no poder das bolsas. Então, uma boa bolsa que vai poder te acompanhar do trabalho… Para homem também, né? Eu, por exemplo, uso bolsa o dia inteiro. Eu acho que um bom investimento é uma bolsa incrível, que te acompanha o dia inteiro.

Qual sua opinião sobre a moda circular?

A minha opinião sobre a moda circular? É vida. Assim, eu acho que moda circular é o que há de mais bacana no momento. Eu acho que assim, é uma questão que todo mundo deveria se atentar, principalmente as pessoas que gostam de moda.

E, eu acho que é uma tendência que já é muito mais explorada mundo afora do que no Brasil. E eu fico muito feliz de fazer parte do Etiqueta Única pela filosofia mas, principalmente, pelo acervo né? Quando a gente acaba viajando muito em função do trabalho para outros países, já é normal a gente pesquisar, conhecer, comprar em brechós de luxo, né?

E, eu acho que no Brasil, a ideia do brechó ainda é muito relacionada a roupa velha, a roupa encardida, roupa rasgada e não é isso. A moda circular é fundamental para o fashionista. Você entender que você encontra peças raras, que você encontra peças que não tem mais nas lojas, você entender que você pode se desfazer de uma peça, que alguém está desesperado por ela ou vice-versa, que você pode conseguir alguma coisa que você está querendo muito.

Além de contribuir para toda a roda do meio ambiente mesmo, né? De você fazer essas roupas circularem. Consequentemente dar uma trégua no consumo de fast fashion… Eu acho que é muito, muito interessante. E o lado do luxo que tem atrás do second hand, da moda circular, também me fascina.

Você costuma comprar itens second hand?

Eu compro itens de second hand, eu já comprei várias peças para fazer pesquisa. Eu preciso confessar que eu não era muito adepto para mim, mas eu sempre comprei. Eu tenho algumas peças inclusive que eu já comprei em brechós fora do Brasil do Mugler, que eu amo, peças antigas do Dior…

Eu tenho algumas coisas no meu acervo. Mas, eu virei um adapto da moda circular há pouco tempo relativamente, quando eu comecei a comprar minhas bolsas. Como eu falei acima, eu uso muita bolsa, minha primeira Birkin, eu adoro a Birkin. A tamanho 40 é a que eu uso para trabalhar, e a HAC, que é maior que a 40, eu gosto para viajar. Às vezes eu faço até mesmo bate e volta, ou viajo por 3 dias, e ela acaba virando uma malinha de mão, né?

E as minhas duas primeiras Birkins eu comprei em Second Hand, comprei no Etiqueta Única. E aí de lá para cá, eu comprei um monte de coisas, óculos, sapato, muita coisa.

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