Havaianas Margiela Collab MM6: Preço, Lançamento e Onde Comprar
“Havaianas da Margiela” é a busca que promete marcar o início de 2027, e por bons motivos. Na semana de moda de Milão de setembro de 2026, a MM6 Maison Margiela levou o chinelo mais famoso do Brasil à passarela da coleção primavera/verão 2027 e o devolveu quase irreconhecível: um modelo com o sexto dedo moldado na sola, outro com seis solados empilhados em cores diferentes.
O que se sabe é pouco e é claro. A coleção completa está prevista para maio de 2027. O que ainda não se sabe também é claro: preço, pontos de venda e disponibilidade no Brasil não foram divulgados. Este guia separa uma coisa da outra, explica a lógica por trás das peças e mostra o que compradores e consignantes de luxo podem fazer desde já.
O que é a collab Havaianas Margiela
A parceria entre a MM6 Maison Margiela e a Havaianas é a primeira entre as duas marcas e foi revelada no desfile da MM6 na Milan Fashion Week, realizado no Palazzo Mezzanotte, sede da bolsa de valores italiana, segundo a cobertura da WWD. A MM6 é a linha mais acessível e mais provocadora da Maison Margiela, ligada ao grupo OTB. A Havaianas, criada em 1962 e pertencente à Alpargatas, é o chinelo de borracha que virou símbolo do Brasil.
O ponto central da collab é que ninguém colou um logotipo no produto clássico. As duas marcas partiram dos elementos mais reconhecíveis da Havaianas, o formato da sandália e o solado de borracha, e alteraram suas proporções. O resultado é um calçado de uso cotidiano que aparece na passarela com formas pouco convencionais, exatamente o tipo de deslocamento que a MM6 faz com camisas, saias e luvas na mesma coleção.
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Slim 6Toe e Top 6Layers: os dois modelos que desfilaram
A Slim 6Toe é a versão mais fina e a mais literal. Inspirada no formato do pé descalço, ela ganha um sexto dedo, o que dá forma concreta ao número que batiza a collab. Na passarela, a silhueta apareceu em versões escuras e também em verde, sempre com tiras delgadas. A imprensa de moda conecta a peça ao interesse antigo da casa por calçados de formas inusitadas, com a sola desenhada como se o pé estivesse nu sobre o chão.
A Top 6Layers é a peça de choque. Criada exclusivamente para o desfile, reúne seis solados sobrepostos que formam uma plataforma irregular. Nas imagens da passarela, as camadas alternam vermelho, amarelo, verde e azul-arroxeado sob tiras brancas, como um arco-íris de borracha em versão bloco. Como ela nasceu como peça de desfile, não há confirmação de que chegue às lojas em versão idêntica, e essa é a primeira ressalva para quem já sonha em comprar.

Por que o número seis manda em tudo
O seis é a assinatura da MM6. Martin Margiela adotou um sistema numérico de etiquetas em 1997 e atribuiu o 6 à linha mais acessível, que nasceu como Line 6 e foi rebatizada MM6 em 2004. Nesta temporada, o número invadiu a coleção: apareceu estampado em camisetas térmicas masculinas, como se fosse uma camisa de futebol, e em peças de rugby, segundo a WWD, antes de chegar ao chinelo como dedo extra e como solado múltiplo.
É humor de bastidor de moda, mas com método. Na collab, o seis funciona como regra de design, e não como enfeite, o que explica por que as duas peças parecem tão diferentes entre si e ainda assim pertencem à mesma família.
A herança do calçado que provoca o pé
Quem acompanha a Maison Margiela reconhece o gesto. Desde a estreia da casa, no fim dos anos 1980, a Tabi, com o dedão separado dos demais, transformou o formato do pé em assinatura. A Slim 6Toe dialoga com essa tradição sem copiá-la: em vez de dividir o dedo, ela acrescenta um. Também é coerente com o histórico da MM6 em calçados colaborativos, como as parcerias com Salomon e Dr. Martens, que reinterpretaram modelos de arquivo.
Quando chega, quanto custa e onde comprar
Quando: maio de 2027 é o período de lançamento da coleção completa informado nas redes sociais da Havaianas e reproduzido por portais como a FFW. Quanto: até aqui nenhum valor foi divulgado, e veículos internacionais como a Sneakers Cartel reforçam que preço e varejo ainda não foram confirmados. Onde: também sem definição. Não há confirmação sobre venda no Brasil, em boutiques da MM6, no site da Havaianas ou em ambos.
Para ter uma régua, e apenas uma régua, vale olhar a colaboração anterior da marca com uma casa de moda. A parceria com Isabel Marant, lançada em maio de 2026 em edição limitada, teve preços de R$ 349,99 a R$ 499,99, como detalhamos no guia da collab Havaianas x Isabel Marant. Isso não é uma previsão para a Havaianas Margiela, já que o peso da Margiela, a complexidade dos solados e a distribuição internacional podem mudar a conta, mas mostra em que território a marca brasileira costuma posicionar essas parcerias.
Enquanto a collab não chega, o universo Margiela já está disponível.
Peças originais com certificado de autenticidade, ou a chance de dar novo destino ao que já não faz parte do seu guarda-roupa.
Comprar Maison Margiela Vender minhas peçasHavaianas da Margiela vale como investimento?
Aqui cabe uma leitura crítica. Um chinelo de borracha não segue a lógica de uma bolsa Hermès ou de uma Chanel clássica, cujo valor de revenda se apoia em couro, artesanato e décadas de demanda. O interesse pela collab nasce do hype, do humor e do colecionismo, e o retorno financeiro, se existir, depende de fatores que ainda são desconhecidos: tamanho da tiragem, numeração, disponibilidade no Brasil e preço de varejo.
A regra prática é simples. Peças de collab costumam se valorizar quando esgotam rápido, são difíceis de encontrar e chegam ao mercado de segunda mão em bom estado. Um calçado de borracha sofre com marcas de uso na sola, e por isso a conservação pesa tanto. Antes de pagar ágio em marketplace ou revenda informal, espere a divulgação oficial de tiragem e preço. Nada garante valorização, e o comprador que quer usar o chinelo é quem tem menos a perder.












