Entenda o Desfile Masculino da Prada Inverno 2026/27 na MFW
O último fim de semana foi particularmente movimentado no calendário da moda, com destaque para o terceiro dia da Milan Fashion Week (MFW), quando a Prada apresentou seu aguardado desfile masculino para o inverno 2026/27. A maison italiana, reconhecida por bolsas que atravessam temporadas como Galleria, Cleo e Re-Edition, levou à passarela uma coleção marcada pelo uso inteligente de cores e por silhuetas longas e esguias, reforçando um momento em que o vestir masculino se afasta do excesso performático e se aproxima de uma elegância mais contida.
Aqui está tudo o que você precisa saber sobre o Desfile Masculino da Prada Inverno 26/27 na MFW.
Tudo sobre o Desfile Masculino da Prada Inverno 26/27
Desde os anos 1990, Miuccia Prada desafia códigos estabelecidos da elegância masculina, questionando o que é “apropriado”, “viril” ou “formal”. A chegada de Raf Simons (ex-Dior) ao estúdio, em 2020, aprofundou esse discurso ao adicionar uma leitura ainda mais emocional e juvenil da alfaiataria. O Inverno 26/27 surge exatamente nesse ponto de interseção: entre o rigor italiano e a inquietação cultural.

A coleção Masculina da Prada propõe uma alfaiataria que abandona a rigidez estrutural, aproximando-se do corpo de maneira quase íntima. Blazers, casacos e jaquetas mantêm o acabamento preciso: assinatura do savoir-faire italiano, mas perdem o peso simbólico da formalidade tradicional. O que antes era camisa engomada, colete e gravata dá lugar a superfícies mais suaves, muitas vezes coladas à pele.
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Alfaiataria encontra o sportswear sem hierarquias
O diálogo entre alfaiataria e sportswear não é novo no vocabulário da Prada, mas aqui ele aparece menos funcional e mais conceitual. Punhos marcados, volumes longilíneos e silhuetas esguias criam uma sensação de movimento contido, enquanto referências a esportes ao ar livre surgem diluídas em detalhes, não como performance técnica, mas como atitude.
Regatas de tricô com forro em algodão, tecidos que lembram pijamas ou peças de homewear e recortes que expõem a pele substituem as camadas clássicas do vestuário masculino. Há ausência onde antes havia excesso. E é nesse vazio que a coleção encontra força: uma masculinidade menos armada, mais vulnerável e deliberadamente imperfeita.

Proporções irregulares e sobreposições inteligentes
As proporções fogem do previsível. Algumas peças parecem ligeiramente deslocadas, ampliadas ou assimétricas, criando tensão visual nos cantos do look. Pelerines estofadas surgem como elementos-chave de sobreposição, acompanhadas por chapéus de abas moles que remetem tanto ao universo campestre quanto ao imaginário do pescador. Essas referências r são ecorrentes na Prada quando o assunto é funcionalidade reinterpretada.
A cartela de cores parte de uma base sóbria, tradicionalmente associada ao guarda-roupa masculino, mas ganha energia com púrpuras, verdes e amarelos, inseridos de forma estratégica, quase disruptiva. Não há nostalgia nem futurismo explícito: o tempo da Prada é sempre um presente crítico.

Um desfile para quem conhece — e para quem quer entender a Prada
Para quem já acompanha o DNA da marca, o Inverno 26/27 confirma a Prada como uma casa que não busca agradar, mas provocar reflexão. Para quem se aproxima agora, o desfile funciona como um manifesto silencioso sobre o vestir masculino contemporâneo: menos sobre regras, mais sobre sensibilidade, tensão e identidade.
Em um cenário saturado de narrativas fáceis, a Prada segue oferecendo algo mais raro: complexidade. E é justamente aí que reside sua relevância contínua na moda global.
Mas e aí, gostaram?
Assista ao Desfile Masculino da Prada Inverno 26/27 completo:














