Dolce & Gabbana e Ray-Ban revisitam o Icônico Aviator
Quando duas marcas com repertório forte se encontram, o resultado precisa ir além do óbvio e é exatamente isso que acontece na colaboração entre Dolce & Gabbana e Ray-Ban. A parceria revisita o clássico Aviator, criado em 1937, com uma leitura mais alinhada ao momento atual da moda: menos óbvia, mais pensada no styling do dia a dia.
O Novo Aviator por Dolce & Gabbana e Ray-Ban
Antes de tudo, vale lembrar por que o Aviator segue relevante quase nove décadas depois. Desenvolvido originalmente para pilotos, o modelo ganhou status fora das bases aéreas e se firmou como um dos poucos acessórios realmente atemporais — daqueles que atravessam gerações sem perder o fôlego. E é justamente esse ponto de partida que Domenico Dolce e Stefano Gabbana usam aqui: não reinventar a roda, mas ajustar proporções, materiais e acabamento para reposicionar o clássico.
Na prática, a collab se divide em dois caminhos bem claros.
O Shooter é a versão mais interessante para quem gosta de acessórios com presença. A armação metálica é mais fina, quase desaparece no rosto, mas ganha contraste com a barra em madrepérola — um detalhe discreto à primeira vista, mas que faz diferença no resultado final. As lentes aparecem em cores mais marcantes, o que tira o modelo do lugar comum dos óculos neutros. Funciona bem para quem usa o óculos como ponto de destaque no look.
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Já o Outdoorsman II segue uma linha mais fácil de incorporar no dia a dia. A estrutura é um pouco mais marcada, com um desenho mais gráfico, e as lentes variam entre tons espelhados e transparentes. É aquele tipo de peça que conversa tanto com produções mais básicas quanto com combinações mais elaboradas, sem esforço.

O Case: um detalhe que surpreende
Um detalhe que merece atenção — e que mostra um olhar mais estratégico da Dolce & Gabbana — é o case. Em vez de ser apenas funcional, ele foi pensado para aparecer: feito em couro, pode ser usado como acessório no styling, acompanhando bolsas ou até preso ao cinto. É um movimento que acompanha essa tendência de transformar itens utilitários em parte do visual.
Essa abordagem tem tudo a ver com o histórico da Dolce & Gabbana. Desde os anos 1980, a marca construiu sua identidade em torno de uma estética intensa, com referências muito claras à cultura italiana, especialmente siciliana. Mesmo quando trabalha com peças clássicas, como neste caso, a ideia nunca é simplificar — e sim adicionar camada, textura, informação de moda.

No fim, essa colaboração funciona porque não tenta transformar o Aviator em outra coisa. A base continua reconhecível, mas os ajustes fazem com que ele volte para o radar de quem já conhece o modelo — e também de quem busca óculos de sol de luxo com um pouco mais de personalidade, sem cair no óbvio.
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