Courrèges: Drew Henry é o Novo Diretor Criativo da Marca Francesa
Para quem se pergunta quem é o estilista ou diretor criativo da Courrèges, a resposta acaba de mudar e sinaliza um novo capítulo para uma das maisons mais icônicas da moda francesa. Fundada nos anos 1960 e conhecida por sua estética futurista, a grife agora coloca à frente de sua criação o designer Drew Henry, um nome ainda pouco conhecido do grande público, mas com trajetória sólida nos bastidores das grandes casas europeias. Descubra quem é ele.
Quem é Drew Henry, o novo diretor criativo da Courrèges?
O substituo de Nicolas Di Felice na Courrèges, Drew Henry, não é aquele estilista com perfil midiático. Sua trajetória foi construída dentro dos ateliês, acompanhando de perto processos criativos que moldaram o jeito de vestir das últimas décadas. Formado pela Central Saint Martins, ele começou sua carreira na Celine durante a fase comandada por Phoebe Philo, um período que redefiniu o guarda-roupa feminino com peças práticas, elegantes e sem excessos.

Depois disso, passou pela JW Anderson, onde teve contato com uma moda mais conceitual, e seguiu para a Burberry, já sob a direção de Daniel Lee. É um percurso que diz muito sobre seu olhar: atento ao corte, ao caimento e à construção, mais interessado em roupa de verdade do que em efeitos passageiros.
Courrèges, muito além do “vestido futurista”
Antes de pensar no que vem pela frente, vale lembrar por que a Courrèges ainda é tão importante no universo do luxo. Fundada por André Courrèges, em 1961, a marca surgiu em um momento em que a moda feminina ainda era bastante rígida. A proposta ali era outra: linhas retas, comprimentos mais curtos, botas brancas e materiais pouco usuais na época.
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Era uma moda com espírito jovem, prática e direta, algo que dialogava com as transformações culturais dos anos 60. Não por acaso, a Courrèges ajudou a consolidar uma nova imagem de mulher: mais livre, mais ativa, menos presa a formalidades.
Esse DNA segue presente até hoje. Mesmo quando passa por diferentes direções criativas, a marca mantém essa base limpa, quase gráfica, que a diferencia de outras maisons francesas mais ornamentadas.

O que muda e o que deve permanecer?
Assumir uma casa com identidade tão clara não costuma ser tarefa simples. No caso de Drew Henry, o desafio parece menos sobre reinventar e mais sobre ajustar o foco. Sua bagagem sugere um interesse por roupas bem resolvidas, com corte preciso e uma estética que funciona no dia a dia, algo que conversa diretamente com o momento atual do mercado.
A Courrèges vem, nos últimos anos, reconquistando espaço entre um público mais jovem, interessado em peças com design marcante, mas sem exagero. A expectativa é que essa nova fase continue nesse caminho, talvez com ainda mais atenção ao produto em si: tecidos, construção, proporção.

Por que o Novo Diretor Criativo da Courrèges chama tanta atenção?
Trocas na direção criativa nem sempre significam ruptura. Às vezes, são movimentos mais silenciosos — mas que fazem diferença no longo prazo. No caso da Courrèges, a escolha de Drew Henry aponta para uma continuidade refinada, com menos ruído e mais consistência.
A estreia do estilista acontece na Semana de Moda de Paris, um daqueles momentos em que tudo fica mais claro. Até lá, o que se sabe é que a maison, conhecida por antecipar movimentos desde os anos 60, segue apostando em nomes que entendem de roupa e isso, hoje, diz bastante.
Boa sorte, Drew Henry!












