As Bolsas Coloridas da Hermès perfeitas para o Dia a Dia
O luxo silencioso pode até dominar os discursos, mas a Hermès sempre soube fazer da cor uma assinatura. Não à toa, a maison francesa reúne algumas das bolsas coloridas para dia a dia mais desejadas do mercado. Enquanto muitas casas apostam na segurança dos tons sóbrios, a marca francesa construiu ao longo das décadas um repertório cromático próprio: profundo, técnico e altamente reconhecível.
Quando esse domínio encontra modelos casuais, o resultado são bolsas elegantes sem excesso de formalidade. Estruturas mais maleáveis, proporções práticas e alças que acompanham o corpo transformam a peça em extensão natural da rotina. É a Hermès fora do script mais previsível: menos cerimônia, mais personalidade, ainda que cada ponto seja executado com a mesma precisão artesanal que define a maison desde o século XIX.
Conheça 4 modelos de bolsas coloridas da Hermès perfeitas para o dia a dia.
4. Bolsa Hermès Paris BomBay Box Turquesa
A Paris-Bombay foi apresentada em 2008, período em que Jean Paul Gaultier assinava as coleções femininas da Hermès (2003–2010). O modelo traduz a silhueta bowling com estrutura firme, base retangular e zíper superior integral. uma construção que remete às bolsas de viagem compactas.
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Aqui, o ponto central é o couro Box. Um dos materiais mais tradicionais da Hermès, utilizado desde o início do século XX, o Box Calf é liso, com brilho discreto e acabamento rígido. Diferente de couros granulados como Togo ou Clemence, ele revela marcas com mais facilidade, mas compensa com elegância visual e definição de forma.
Em turquesa, cor recorrente nas coleções da maison ao longo dos anos, ainda que produzida em quantidades mais limitadas, o modelo ganha frescor sem perder formalidade. A estrutura firme torna a Paris-Bombay adequada para compromissos profissionais, enquanto a cor evita que a bolsa se torne excessivamente séria.
Hoje mais difícil de ser encontrada, a Paris-Bombay aparece com frequência no mercado second hand, especialmente em versões vibrantes. Para quem busca bolsas Hermès casuais e coloridas para o dia a dia, é uma alternativa menos óbvia, mas historicamente consistente dentro do portfólio da marca.

3. Bolsa Hermès Picotin 18 Amarela
Lançada em 2002, a Picotin é uma das interpretações mais literais da herança equestre da Hermès. O desenho foi inspirado nos sacos de ração usados em estábulo, daí o formato bucket com base arredondada e laterais maleáveis. Diferente de modelos estruturados da maison, ela não possui forro interno rígido nem divisórias complexas: a proposta sempre foi funcionalidade direta.
O tamanho 18 é o mais compacto da linha permanente e ganhou força nos últimos anos justamente por acompanhar a tendência de bolsas menores, porém usáveis. O fechamento é feito por uma tira de couro que atravessa a abertura superior e recebe o tradicional cadeado Hermès, acompanhado de clochette para a chave, um detalhe técnico recorrente na marroquinaria da marca.
Em amarelo, tonalidade que pode variar entre Jaune Poussin, Lime ou Ambre, dependendo da coleção, a Picotin 18 deixa de ser apenas casual e se torna ponto focal do look. O contraste entre o shape quase utilitário e a cor vibrante cria uma bolsa Hermès colorida ideal para o dia a dia, principalmente para quem quer sair da previsibilidade dos neutros sem migrar para modelos excessivamente formais.

2. Bolsa Hermès Lindy Swift Laranja
Criada em 2007 por Frédéric Vidal, a Lindy representa um exercício técnico dentro da Hermès. Sua construção é menos intuitiva do que aparenta: as alças são costuradas nas laterais do corpo da bolsa, permitindo que ela “dobre” levemente quando usada no ombro. O resultado é uma silhueta que se molda ao corpo, diferente das bolsas tradicionalmente rígidas da casa.
A versão em couro Swift merece atenção específica. Introduzido nos anos 2000, esse material é conhecido pelo toque macio, grão quase invisível e capacidade de absorver pigmentos com intensidade, motivo pelo qual cores saturadas ganham profundidade nesse material. Em laranja, a escolha dialoga diretamente com o tom adotado pela Hermès nas caixas desde a década de 1940, quando restrições de fornecimento durante a Segunda Guerra levaram a marca a utilizar o papel disponível naquele momento.
A Lindy possui dois bolsos externos com zíper, dois compartimentos internos e fechamento por aba dupla com sistema giratório. Na prática, é uma bolsa de luxo funcional para rotina, que distribui peso com eficiência. Em laranja, ela mantém a identidade histórica da marca, mas com leitura moderna, menos cerimonial, mais dinâmica. A Lindy é , sem dúvidas, mais uma das bolsas coloridas da Hermès perfeitas para o dia a dia.

1. Bolsa Hermès Evelyne Azul
Antes de se tornar uma das bolsas tiracolo mais reconhecidas da maison, a Evelyne nasceu com propósito técnico. Criada em 1978 por Evelyne Bertrand, então responsável pelo departamento equestre da Hermès, o modelo foi pensado originalmente para transportar escovas e utensílios de cuidado de cavalos. O famoso “H” perfurado no couro não surgiu como logotipo ostensivo, mas como recurso funcional: os furos permitiam ventilação do interior.
A versão Evelyne III 33 representa a evolução prática do design. O número 33 refere-se à largura aproximada em centímetros, um tamanho ideal para rotina ativa. Já a terceira geração do modelo adicionou bolso externo traseiro e alça de lona regulável — detalhe que consolidou a bolsa como tiracolo versátil para uso diário.
Em azul, tonalidade recorrente no repertório cromático da Hermès, que historicamente trabalha variações sofisticadas como Bleu Jean, Bleu Nuit ou Bleu Zanzibar, a Evelyne III 33 equilibra casualidade e presença visual. O couro mais utilizado no modelo é o Clemence, de grão macio e toque maleável, que reforça o caráter utilitário da peça e absorve bem cores profundas.
Diferente de bolsas estruturadas da casa, a Evelyne foi concebida para movimento. Corpo flexível, fechamento por aba com botão de pressão e construção leve fazem dela uma das bolsas Hermès mais funcionais para o dia a dia

No fim, falar de bolsas Hermès coloridas para o dia a dia é falar de equilíbrio. A maison construiu sua reputação sobre técnica, precisão e herança equestre, mas é justamente quando aplica cor a modelos funcionais que mostra domínio absoluto do próprio vocabulário. Picotin, Lindy , Paris-Bombay ou Evelyne provam que casual, na Hermès, não nasce ao acaso. Ele é construído com a mesma disciplina aplicada aos seus grandes clássicos.












