Dolce & Gabbana cria Fantasia de Carnaval para Juliana Paes
O luxo italiano ganhou uma nova passarela: a Marquês de Sapucaí. Neste ano, a Dolce & Gabbana assinou pela primeira vez uma fantasia oficial para o Carnaval do Rio de Janeiro, em parceria com a Unidos do Viradouro. O figurino vestiu a Rainha de Bateria Juliana Paes, que retornou à escola após 17 anos no desfile que homenageou Mestre Ciça.
A criação que roubou os holofotes, marca um capítulo estratégico na história da grife conhecida por it-bags como a Devotion e Miss Sicily e também por transformar tradição, sensualidade e teatralidade em linguagem de moda.
O DNA da Dolce & Gabbana: tradição siciliana, religiosidade e espetáculo
Fundada em 1985 por Domenico Dolce e Stefano Gabbana, a Dolce & Gabbana construiu seu DNA a partir da cultura do sul da Itália. A Sicília, terra natal de Dolce, sempre foi ponto de partida: viúvas de preto, rendas densas, corsets estruturados, alfaiataria precisa e uma estética barroca que equilibra drama e sensualidade.
Ao longo das décadas, a maison consolidou sua assinatura por meio de bordados artesanais, aplicações de cristais e uma relação quase cenográfica com a moda. Seus desfiles de “Alta Sartoria”, frequentemente apresentados em cidades históricas italianas, revelam a mesma vocação para o espetáculo que agora encontra eco no Carnaval carioca.
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Não é coincidência. O maximalismo calculado da D&G dialoga diretamente com a potência visual da avenida.

Dolce & Gabbana marca presença no Carnaval do Rio
O Carnaval carioca, com sua teatralidade natural, ofereceu um território familiar para a Dolce & Gabbana. A fantasia da atriz Juliana Paes exigiu mais de 250 horas de trabalho e envolveu 13 artesãos. Sutiã e calcinha receberam cristais aplicados manualmente; a capa de veludo de seda ganhou estrutura escultural; o leque de plumas vermelhas , reaproveitado do acervo da escola, conectou tradição e sustentabilidade interna do barracão. Colar de cristais, sandálias douradas e uma coroa completaram o conjunto, ecoando a iconografia régia recorrente nas coleções da maison.
Nada ali parecia deslocado. Ao contrário: o excesso italiano encontrou no ritmo da bateria um cenário à altura.

Luxo Italiano no Carnaval 2026
O desafio não era apenas estético. A avenida impõe regras técnicas claras: leveza, mobilidade, resistência e impacto a longa distância. A Dolce & Gabbana, conhecida por suas apresentações de Alta Moda em cenários históricos na Itália, precisou traduzir seu savoir-faire para uma lógica de performance contínua. O resultado foi uma fantasia que preserva densidade visual sem comprometer o movimento, um equilíbrio raro quando se fala em figurino de Carnaval.
Há também uma leitura estratégica. O Brasil figura entre os mercados relevantes para a grife, especialmente em moda festa e peças sob medida. Inserir a marca no Carnaval do Rio amplia sua narrativa cultural para além das semanas de moda de Milão, conectando-a a uma das manifestações mais transmitidas do mundo.
Se a Dolce & Gabbana construiu sua identidade celebrando tradição, fé, família e espetáculo, a Sapucaí ofereceu o palco perfeito para essa gramática visual ganhar novos decibéis. Em 2026, o barroco desceu a avenida, mas não como figurante importado, e sim como protagonista afinado ao compasso da bateria.

Será que outras marcas de luxo italianas como Versace, Prada e Gucci vão entrar na mesma onda? Qual grife você gostaria de ver assinando uma fantasia de Carnaval?













