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Quais são as melhores marcas de luxo de roupa feminina?

Existentes desde a pré-história, as roupas são peças importantes no dia a dia, e não esá ligado somente à necessidade de proteção contra as agressões externas e o frio, mas também constituía um adorno.

O vestuário evoluiu junto da humanidade e se adaptou as suas necessidades e se tornou um reflexo das questões sociais, políticas, religiosas e morais de todas as fases vivenciadas pelo ser humano.

Confira mais sobre a história das melhores marcas de luxo de roupa feminina:

05. Gucci

A marca Gucci foi fundada pelo italiano Guccio Gucci em Florença em 1921.

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Guccio trabalhou como maitrê no famoso hotel Savoy, localizado em Londres, ainda na virada do século 19. No ano de 1921, acabou retornando para Florença e abriu sua primeira loja, utilizando todas as economias que conseguira guardar enquanto trabalhava em Londres.

Ele começou a vender acessórios de viagens (malas e valises de alto padrão), sempre feitos em couro de alta qualidade que vinham da região de Toscana, confeccionados pelos melhores artesãos da cidade, incluindo membros de sua própria família. Sua modesta loja era um reflexo de seu próprio estilo: elegante e impecável, e não demorou muito para que chamasse a atenção da alta burguesia e nobreza florentina.

Foto: Reprodução/Instagram @Gucci.
Foto: Reprodução/Instagram @Gucci.

Com o grande sucesso, a Gucci ultrapassou as fronteiras da cidade e se impôs como uma das marcas mais conhecidas e preferidas da elite italiana. Assim que suas vendas cresceram, Guccio pode abrir uma pequena oficina para começar a confeccionar seus próprios produtos. Alguns anos mais tarde, em 1937, a maca inaugurou uma fábrica maior em Lungarno Guicciardini.

Nos anos seguintes, o sucesso da marca italiana era estrondoso em todo o mundo e suas bolsas, artigos de viagens, acessórios e sapatos eram artigos de desejo de milhares de pessoas. A primeira coleção de roupas no entanto foi lançada apenas em 1961, quando foram introduzidos os tecidos estampados com a estampa clássica GG entrelaçados e com estampa floral (que foi criada especialmente para Grace Kelly).

A primeira coleção prêt-à-porter foi lançada na década de 1980 com grande pompa nos mais importantes desfiles de moda. A empresa foi salva da deterioração quando Domenico Del Sole elegeu Tom Ford como diretor criativo da marca. O estilista americano então criou coleções e campanhas publicitárias cheias de sensualidade que foram bem aceitas pela imprensa e público.

Foto: Reprodução/Instagram @Gucci.
Foto: Reprodução/Instagram @Gucci.

Com a entrada de Alessandro Michele  no cargo de diretor criativo da Gucci em 2015, a marca ganhou um visual mais jovem e suas linhas de roupa ganharam grande destaque com estampas inovadoras que se tornaram características, como a de tigre, a abelha e a icônica frase “Blind for Love” (“Cego por Amor” em tradução livre), além de influências das décadas passadas como estampas geométricas, superfícies metalizadas e cores da estética vintage.

Michele deixou o cargo em novembro de 2022 e a equipe interna do atelier foi a responsável pelos desfiles e coleções até a chegada de Sabato De Sarno, que ficou apenas dois anos no cargo, sendo substituído por Demna, que ocupa o cargo de diretor criativo desde 2025.

04. Chanel

Uma das marcas mais conhecidas do mundo, a Chanel foi fundada por Gabrielle Chanel em 1910.

Antes de abrir sua primeira loja, Gabrielle trabalhou como balconista em uma loja de tecidos (onde aprendeu a profissão de costureira e manejar a agulha com perfeição) e no Café Beuglant de la Rotonde.

Com grande ambição de crescer na vida, Chanel começou a se envolver com homens ricos que podiam lhe ajudar. Seu envolvimento com o oficial da cavalaria Etienne Balsan a levou à Paris e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel, conseguiu abrir sua primeira loja em 1910.

Fotos: Reprodução/Instagram @chanelofficial.
Fotos: Reprodução/Instagram @chanelofficial.

O caminho para o sucesso não foi fácil. Chanel teve de enfrentar a sociedade machista do século XX, e uma mentalidade onde as mulheres não tinham muito espaço na sociedade. No começo de sua carreira na moda, vendia elegantes chapéus femininos e acessórios. A loja era localizada na região da Balsan, ponto de encontro de burgueses e políticos franceses, o que deu grande vantagem e oportunidade para Gabrielle vender seus sofisticados chapéus.

Com um estilo simples, sem adorno e flores, seus chapéus conquistaram as damas parisienses que frequentavam o jóquei clube da cidade. Chanel gostava de ousar em seus trajes, misturando peças femininas e masculinas, o que incomodava os homens da sociedade (e fato que a incentivou a se dedicar à costura). Arthur viu em Coco uma futura mulher de negócios, e a ajudou a comprar um imóvel no prestigiado endereço 21 Rue Cambon.

Suas peças com corte simples encantaram as mulheres, e, em 1913 (antes da Primeira Guerra Mundial) inaugurou duas boutiques simultaneamente em Deauville e em Paris. Nesta época, a estilista começou a confeccionar roupas esportivas femininas como, por exemplo, blusas com golas rolês, que tinham inspiração nos marinheiros e eram feitas de malha e tricô.

Fotos: Reprodução/Instagram @chanelofficial.
Fotos: Reprodução/Instagram @chanelofficial.

Dois anos mais tarde, em 1915, abriu seu primeiro ateliê de Alta Costura, e, em 1918, se fixou definitivamente no número 31 da Rue Cambon, onde a loja está até hoje. Coco revolucionou o mundo da moda do Século XX ao libertar as mulheres de faixas e corpetes apertados em saias de babados, fazendo com que elas se sentissem poderosas e livres usando roupas mais simples e práticas.

Ao decorrer das décadas, a estilista francesa foi responsável por inúmeras peças que atualmente são icônicas, como peças em jérsei, cardigãs, tailleurs em tweed, saias plissadas, vestidos em cortes retos em sem mangas, e, é claro, o famoso vestido pretinho básico. Com um estilo chique e minimalista, Chanel foi pioneira e visionária em diversos aspectos da moda feminina e suas criações foram inovadoras e se tornaram peças clássicas nos dias de hoje.

03. Burberry

A Burberry foi fundada em 1856 por Thomas Burberry em Basingstoke, Inglaterra.

Aos 21 anos de idade, Thomas abriu uma pequena loja especializada em roupas para atividades esportivas, como a caça e a pesca. Aprendiz de tecelão, preocupava-se muito com a qualidade de seus produtos e, com menos de 20 anos de história, se tornou muito popular entre os ingleses. Sua loja se tornou um grande empório, onde tinha uma clientela sofisticada e rica.

Sua grande inovação se deu na criação do gabardine, tecido impermeável, respirável e extremamente resistente para dias chuvosos. O tecido virou matéria-prima de guarda-chuvas e indumentária para facilitar a vida de exploradores e esportistas, mas logo caiu no gosto de todos os clientes da Burberry.

Foto: Reprodução/Instagram @burberry.
Foto: Reprodução/Instagram @burberry.

Em 1891, sob o nome de Thomas Burberry & Sons, a marca abriu sua nova loja na região de West End, em Londres. No ano de 1895, Thomas foi “convocado” pelo exército britânico para desenvolver um casaco para os oficiais, peça que seria antecessora ao Trench Coat. Era o surgimento da famosa capa de chuva, adaptada ao estilo militar.

Em 1914, a empresa foi comissionada pelo escritório de guerra para adaptar o antigo casaco dos oficiais para combate. Sendo assim, adicionaram dragonas para exibir as patentes dos oficiais, a aba sobreposta no peito oferecia maior segurança, enquanto o protetor contra chuva na parte superior das costas garantia que a água não entrasse em contato com o corpo, e ali nascia a versão trench coat que conhecemos hoje, um casaco extremamente quente e resistente, que durante a Primeira Guerra Mundial foi vestido por meio milhão de soldados britânicos, fato que ajudou a aumentar sua popularidade.

Outro fator que fez com que a Burberry ganhasse mais notoriedade foi o fato de que o Rei George V se tornou grande fã da marca, e era visto usando casacos em diferentes ocasiões. Atualmente a marca se configura como uma das mais tradicionais e conhecidas do Reino Unido destaque com suas peças facilmente reconhecidas pelo mundo inteiro.

Foto: Reprodução/Instagram @burberry.
Foto: Reprodução/Instagram @burberry.

O icônico tecido xadrez (nas cores bege, preto, vermelho e branco) foi introduzido no ano de 1924 e logo foi patenteado, se tornando assim a marca registrada Burberry e passou a ser utilizado em um primeiro momento nos forros dos casacos da marca e, posteriormente, em diversos produtos, desde peças de roupas, à bolsas e acessórios.

Após alguns anos em estagnação (mas ainda de muita tradição e sucesso), Roberto Menichetti (o então diretor criativo da marca britânica) desenvolveu a linha de roupas Burberry Prorsum em 1998, onde criou peças com um preço mais elevado, onde misturou  estampas e cores, sobrepôs peças e embaralhou o clássico com o novo.

Atualmente sob a direção criativa de Daniel Lee, a icônica marca inglesa busca uma aproximação mais moderna e descolada, com peças de roupas que combinem a moda de rua com a sofisticação, elegância e tradição da Burberry.

02. Dolce & Gabbana

A Dolce & Gabbana foi fundada por Domenico Dolce e Stefano Gabbana em 1985 na Itália.

Domenico e Stefano se conheceram no começo dos anos 1980 quando trabalhavam como assistentes do estilista Giorgio Correggiari em Milão. A dupla teve uma visão de como gostariam de vestir as mulheres, então, em 1982, abriram um pequeno ateliê em Milão onde trabalhavam como freelancers para grandes marcas da cidade.

Em 1985 lançaram sua primeira coleção chamada “Donna-Donna” durante a semana de moda de Milão dentro da categoria Novos Talentos. Como não possuíam dinheiro para contratar modelos para desfilarem, foram ajudados por amigos para mostrarem a coleção. O sucesso veio de imediato e a marca se tornou a queridinha da imprensa e ganhou espaço dentro do cenário de moda italiana com suas criações femininas, sexy e com grande influência do sul da Itália.

Foto: Reprodução/Instagram @dolcegabbana.
Foto: Reprodução/Instagram @dolcegabbana.

Em 1987 a marca abriu seu primeiro showroom e conquistou admiradoras famosas, como Madonna e Isabella Rossellini, nomes que ajudaram a marca a ganhar destaque internacional da noite para o dia. No final dessa década, a D&G começou a abrir suas primeiras lojas próprias em Tóquio, Milão e Hong Kong.

No começo da década de 1990, a dupla lançou sua primeira coleção de roupas masculinas e ousaram nos próximos anos ao vestir modelos como Linda Evangelista e Naomi Campbell com roupas desta coleção. A marca italiana, que começou como um negócio apenas de roupas femininas, expandiu sua linha de produtos, abrangendo agora acessórios, calçados e bolsas.

Nos anos 2000, a Dolce & Gabbana reintegrou a produção e a distribuição de lingeries, moda praia e acessórios em tecido (lenços e gravatas), que antes eram licenciados. Outra divisão dentro da marca também foi inaugurada, desta vez a de couros e calçados. Paralelamente a esta abertura, uma linha de relógios foi lançada no mercado, e a Dolce se tornou a primeira a colocar cristais Swarovski em suas peças.

Foto: Reprodução/Instagram @dolcegabbana.
Foto: Reprodução/Instagram @dolcegabbana.

Atualmente, a marca italiana é conhecida por suas estampas coloridas, alegres, divertidas e inovadoras, sempre seguindo sua marca registrada de contemplar as tradições do sul da Itália e possuir roupas com  um estilo extravagantes e luxuoso.

01. Valentino

A marca italiana Valentino foi fundada por Valentino Garavani em 1960.

Nascido em Voghera, pequena cidade ao norte de Milão, o italiano tinha adoração por arquitetura, escultura e pinturas e mostrou-se um competente desenhista, especialmente em figurinos para o cinema, que era sua grande paixão.

Movido por esse amor, matriculou-se em um curso de desenho de moda no Instituto Santa Maria, localizado em Milão. Entretanto, aos 18 anos, se mudou para Paris com o objetivo de estudar na Câmara Sindical da Alta Costura. Após 2 anos na cidade, o italiano ficou em primeiro lugar em um concurso em 1952, o que lhe garantiu um emprego no ateliê de Jean Dessès, onde permaneceu por 5 anos.

Foto: Reprodução/Instagram @maisonvalentino.
Foto: Reprodução/Instagram @maisonvalentino.

Em 1957, Valentino seguiu Guy Laroche, que foi seu colega na Maison Dessès, na abertura de seu ateliê para auxiliá-lo como estilista e também para trabalhar na área comercial da marca. No entanto, o italiano também decidiu se lançar na indústria da forma individual, e assim retornou para Itália e abriu seu próprio estúdio em 1960.

A primeira coleção da marca (que continha 120 modelos) foi apresentada um ano depois, em 1961, em seu ateliê, no renomado endereço da Via Condotti em Roma e teve apoio financeiro do pai de Valentino. Contudo, a primeira coleção foi oficialmente apresentada um ano mais tarde, em 1962, com um desfile no Palazzo Pitti em Florença, que na época era a capital da moda italiana. Suas criações foram um sucesso imediato e Valentino, ainda um jovem estilista em ascensão, foi rapidamente considerado um mestre da alta costura italiana.

Seu grande diferencial entre ele e outros profissionais ainda no começo de carreira se deu que, enquanto muitos ainda estão em busca de seu estilo próprio e seguem diferentes caminhos até engrenarem, com apenas 20 anos, Valentino já possuía um talento amadurecido, criando peças bem equilibradas e com proporções exatas.

Foto: Reprodução/Instagram @maisonvalentino.
Foto: Reprodução/Instagram @maisonvalentino.

No começo da década de 1960, quando ainda estava começando sua carreira na Alta Costura, a marca italiana lançou sua primeira coleção Prêt-à-Porter. Dez anos mais tarde, na década de 70, as primeiras coleções femininas e masculinas de Ready-To-Wear foram lançadas.

Nos anos seguintes, a marca ampliou sua gama de produtos, introduzindo peças em jeans, braceletes, colares, camisetas, além de uma linha de decoração (que incluía tecidos, estampas, papéis de paredes e até mesmo móveis). Após a venda da marca em 2002 para o Marzotto Group, a marca lança sua segunda linha, a Red Valentino, que tinha como objetivo atingir um público mais jovem.

Após isso, a marca foi dividida em quatro frentes de negócios: Valentino em si (que abrange as divisões de maior prestígio, como a alta costura, prêt-à-porter, acessórios, perfumes, óculos, etc), a Valentino Garavani (calçados, bolsas, malas e artigos em couro), a Valentino Roma (coleção prêt-à-porter mais casual) e a Red Valentino.

Foto: Reprodução/Instagram @maisonvalentino.
Foto: Reprodução/Instagram @maisonvalentino.

Atualmente, a marca italiana é conhecida por seu estilo sofisticado, elegante e luxuoso, que visa transmitir excelência e qualidade em suas peças. Uma das características mais marcantes de suas peças, são o “Vermelho Valentino”, belas peças com caimento perfeito e estilo feminino, além de estampas animais em preto e branco, bordados, plissados e pregas horizontais e verticais que geram efeitos incomuns e o mantô duplo.

Todas as marcas tem histórias incríveis e décadas de tradições e foram grandes contribuintes para a indústria da moda. Qual a sua favorita? Nos contem nos comentários!

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