Hermès revela que cresceu 9% em 2025: Receita Impressiona!
Em um mercado de luxo cada vez mais concentrado nas mãos de conglomerados como LVMH (que detém entre vários nomes a Louis Vuitton) e Kering (dono da Gucci e outras), a Hermès segue um caminho próprio. A maison francesa não integra nenhum grande grupo, mantém capital majoritariamente familiar e construiu sua reputação global a partir de peças que atravessam gerações, como as bolsas Birkin e Kelly, hoje entre os modelos mais desejados e disputados do mercado secundário.
Agora, em fevereiro de 2026, a marca divulgou oficialmente seus resultados referentes a 2025. Em um cenário em que parte do setor registrou desaceleração, a Hermès apresentou crescimento de 9% a taxas de câmbio constantes, alcançando € 16 bilhões em receita. O dado reforça uma pergunta que intriga investidores e consumidores: como uma casa independente, com produção limitada e distribuição controlada, consegue avançar em um ambiente tão competitivo?
Resultados financeiros: crescimento com margens elevadas
Em 2025, a Hermès registrou lucro operacional recorrente de € 6,57 bilhões, com margem de 41% — levemente acima dos 40,5% do ano anterior. O lucro líquido atribuível aos acionistas alcançou € 4,52 bilhões, com margem de 28,3%. Ajustando efeitos excepcionais, o lucro teria chegado a € 4,86 bilhões, mantendo o patamar de 2024.
Enquanto algumas casas ajustam custos e estoques, a Hermès mantém margens acima de 40%, um desempenho consistente dentro do luxo global.
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Couro e selaria: o coração financeiro da maison
O segmento de artigos de couro e selaria — responsável por 44% da receita total — cresceu 13% a taxas constantes. Trata-se da espinha dorsal da empresa, herança direta da fundação da casa em 1837 por Thierry Hermès, inicialmente como oficina de arreios e selas para a aristocracia europeia.
Hoje, cerca de 55% dos produtos são fabricados internamente, majoritariamente na França. A expansão contínua de ateliês reforça o chamado “modelo de artesanato responsável”, que combina formação de artesãos, controle produtivo e oferta deliberadamente restrita.
Para o consumidor leigo, isso explica a escassez e as listas de espera. Para quem acompanha o setor, significa disciplina operacional e proteção de margem.

Novo mapa do luxo: desempenho por região
O Oriente Médio liderou o crescimento em 2025, com alta de 15%, seguido pelo Japão (14%) e pelas Américas (12%). A Europa, incluindo França, avançou 10%. Já a região Ásia-Pacífico (excluindo Japão) cresceu 5% e passou a representar 42% da receita total, levemente abaixo dos 44% registrados em 2024.
A redistribuição regional indica um cenário mais diversificado e menos concentrado, refletindo mudanças no comportamento do consumidor global de alto padrão.
Perfumes, beleza e relógios: retração pontual
Os únicos segmentos em queda foram perfumes e beleza (-8%) e relógios (-2%). Embora relevantes para ampliar o universo da marca, essas categorias não sustentam o core financeiro da Hermès, que permanece centrado no couro e na selaria.

Independência como vantagem competitiva
Sem a pressão de um conglomerado para acelerar lançamentos ou ampliar excessivamente o volume, a Hermès preserva uma estratégia de longo prazo baseada em consistência. A divulgação dos resultados de 2025, feita agora em fevereiro de 2026, reforça essa leitura: crescimento controlado, margens elevadas e forte identidade de marca.
Em um setor sensível a ciclos econômicos, a maison fundada por Thierry Hermès demonstra que tradição artesanal, gestão disciplinada e independência acionária podem ser ativos tão relevantes quanto escala global.
Bravo, não?













