Théodore Pellerin é o Novo Embaixador da Loewe em sua Nova Era
Quando a Loewe anuncia um embaixador, não se trata apenas de uma escolha estratégica de um representante global. É uma pista. A nomeação do ator canadense Théodore Pellerin como primeiro embaixador masculino na era de Jack McCollough e Lazaro Hernandez ajuda a decifrar o momento da marca de luxo espanhola: construção de longo prazo.
Pellerin, o novo Embaixador da Loewe, estará no desfile misto da marca em 6 de março, na Semana de Moda de Paris. Mas o simbolismo começa antes da primeira fila. Entenda.
A Loewe dentro do império LVMH
Fundada em 1846, em Madri, a Loewe é uma das marcas mais antigas do portfólio da LVMH, conglomerado que reúne nomes como Louis Vuitton, Dior, Celine, Fendi e Givenchy.
No universo LVMH, cada maison ocupa um território claro. A Louis Vuitton é escala e legado de viagem. A Dior é herança couture com alcance global. A Loewe, especialmente na última década, passou a representar algo mais autoral: uma marca que transformou o artesanato em discurso cultural.
Sabia que no Etiqueta Única você pode vender sua bolsa de luxo com discrição e rapidez no maior brechó de luxo online do Brasil? Descubra como vender suas bolsas de luxo agora!
E isso tem nome.
Jonathan Anderson: o crescimento que levou à Dior
Em 2013, a LVMH confiou a direção criativa da Loewe a Jonathan Anderson. O que se seguiu foi uma reconstrução silenciosa, porém estratégica. Anderson não alterou a essência artesanal da casa, ele a amplificou. Introduziu uma narrativa mais intelectual, aproximou a marca da arte contemporânea e criou produtos que circularam tanto no circuito de fashionistas quanto no mercado global.
O resultado foi concreto: ao longo de sua gestão, a receita da Loewe aumentou significamente, segundo dados amplamente divulgados pela imprensa internacional de negócios e moda. A marca deixou de ser apenas respeitada para se tornar competitiva dentro do próprio grupo.
A transferência de Anderson para a Dior foi menos uma saída e mais um movimento estratégico interno. A Dior é uma das maiores engrenagens financeiras da LVMH e precisava de um diretor capaz de unir visão criativa e performance comercial. Anderson havia provado que sabia fazer exatamente isso.

(Fotos/Reprodução instagram @theodorepellerin).
A chegada de McCollough e Hernandez e do Novo Embaixador da Loewe
A sucessão foi tratada com cuidado. A escolha de Jack McCollough e Lazaro Hernandez, fundadores da Proenza Schouler, marca de luxo americana, sinaliza que a LVMH não queria um choque de linguagem, mas consistência.
Conhecidos por um design preciso e por uma abordagem que privilegia construção e matéria-prima, os dois assumiram uma Loewe em 2025 já aquecida comercialmente e culturalmente com bolsas hits como a Puzzle e a Flamenco. O desafio não nunca foi sobre reposicionar, mas sustentar. E é nesse ponto que entra Théodore Pellerin, o novo Embaixador da Loewe. Até por que Jonathan também tinha uma lista de embaixadores e amigos que acabou levando junto para a Dior. É o caso, por exemplo, do ator Josh O’Connor.

(Fotos/Reprodução instagram @theodorepellerin).
Por que Théodore Pellerin faz sentido como Embaixador da Loewe?
A carreira de Pellerin nunca foi guiada pelo óbvio. Ele ganhou projeção com Family First, transitou por projetos de forte assinatura autoral e trabalhou com cineastas como, por exemplo, Ari Aster e Xavier Dolan. Em 2024, viveu Jacques de Bascher na série Becoming Karl Lagerfeld, mergulhando diretamente no universo da moda. Também integrou a minissérie Franklin e protagonizou Solo.
Atualmente, filma em Roma “Cry to Heaven”, dirigido por Tom Ford, adaptação do romance de Anne Rice.
Ao anunciar a parceria, McCollough e Hernandez afirmaram que tanto a atuação quanto o artesanato atingem seu ponto máximo quando o esforço deixa de ser visível e surge uma dimensão quase lúdica. Segundo eles, é exatamente essa qualidade que reconhecem em Pellerin.
O ator, por sua vez, deixou claro que sua aproximação com a Loewe não é sobre representação formal, mas sobre afinidade. Disse que sempre buscou colaborar com pessoas que admira genuinamente e com quem compartilha sensibilidade, e que vê na marca um espaço onde inteligência, curiosidade e atenção ao detalhe vêm antes do espetáculo.
Essa troca de declarações diz muito. Não há discurso inflado. Há alinhamento.
Mas e aí, gostaram da escolha?












