Louis Vuitton encerra a temporada de Primavera/Verão 27 da PFW
Uma das marcas de luxo mais renomadas e queridas do mundo da moda, a Louis Vuitton possui uma tradição de mais de 160 anos no mercado e é, atualmente, uma das mais valiosas do ramo.
Suas apresentações são sempre muito aguardadas durante o calendário anual de desfiles da Semana de Moda de Paris e não seria diferente para seu desfile de Primavera/Verão 2027, que encerrou a temporada atual da PFW.
Confira abaixo todos os detalhes sobre o desfile de Primavera/Verão 2027 da Louis Vuitton:
Louis Vuitton S/S 27
Sempre um futurista e adepto de um “choque temporal”, Nicolas Ghesquière mandou instalar algumas dezenas de veículos em formato de cunha e sem janelas — com faróis e luzes de freio saídos diretamente dos anos 70 — no alto, acima da passarela de asfalto da Louis Vuitton que percorria a imensa Cour Carrée do Louvre. Antenas de navegação piscavam discretamente em vermelho no perímetro das vias verticais, como em uma cena de “Blade Runner”.
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O cenário, um dos mais impactantes desta temporada de moda, sugeria uma narrativa sobre transitar por uma grande metrópole — uma metáfora para o mundo atual, turbulento e em superaquecimento — com a liberdade proporcionada por roupas leves e de modelagem quase ergonômica.
“Eu queria expressar uma sensação de simplicidade — uma busca pela pureza, de certa forma”, disse Ghesquière durante uma prévia. “A ideia de leveza e fluidez é muito importante nesta coleção.”

De fato, esta foi uma das coleções da Louis Vuitton mais leves, acessíveis e belas dos últimos anos, estruturada em torno de arquétipos familiares de vestuário — vestidos de cava americana, cardigãs, jaquetas blouson e casacos estilo reefer — confeccionados em tecidos delicados, diáfanos, fluidos ou com textura de papel, que evocavam luxo — e progresso.
As cores eram suaves, as estampas pequenas ou borradas, e os bordados, delicados e contidos. Em certos looks, os convidados precisavam inclinar o corpo para frente quando as modelos passavam mais perto, percebendo assim que alguns vestidos retos de tecido diáfano e calças fluidas incorporavam painéis de tela.
A superfície de uma das jaquetas de couro ajustadas apresentava uma textura em relevo, e a maior parte da alfaiataria parecia ter sido executada em malha e tecidos de tricô. As roupas oscilavam, vibravam e flutuavam de maneira magnífica.

Ghesquière — o homem por trás de leggings robóticas, sapatos estilo “Lego”, tops de neoprene industrial e capas estruturadas inspiradas no tradicional kepenek — tinha plena consciência de que aquele era um território incomum para ele na moda.
“Há muito tempo sou especialista em armaduras”, disse ele, com uma risada que revelava certa cumplicidade.
Apesar da impressão de minimalismo, o estilista garantiu que aquelas peças de estética sóbria exigiram o máximo de pesquisa em tecidos, construção técnica e engenharia. De uma pasta plástica, ele retirou uma amostra de cashmere xadrez com a leveza de um lenço, material que utilizou na confecção de casacos dupla-face.

Outras peças dupla-face foram confeccionadas com tecidos ainda mais finos que o chiffon, e Ghesquière observou que a maioria dos casacos pesa menos do que uma camiseta.
O desfile teve como tema desafiar a gravidade, de mais de uma maneira.













