As Marcas de Luxo e a moda plus size

Foto: Reprodução/Instagram @csiriano.
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Em tempos onde o debate sobre o conceito de “corpo ideal e padrão” está a todo vapor, diversas marcas começam a mostrar variedade de corpos em suas campanhas publicitárias e desfiles, reforçando que não existe apenas um tipo de silhueta, além de que todos os tipos são belos.

No mundo das marcas de luxo, este conceito não é muito comum, dificilmente apresentando esta variedade na exposição dos produtos, fazendo com que muitas mulheres não tenham representação nos meios publicitários deste segmento. No entanto, isto vem mudando recentemente!

Depois da Dolce & Gabbana aumentar sua grade de tamanhos de suas coleções oferecidas em suas lojas em 2019, abrangendo assim os tamanhos plus size. Seguindo o exemplo da marca italiana, outras marcas do segmento de luxo começaram a incluir modelos plus sizes em seus desfiles e campanhas publicitárias, como a Versace, Chanel e Fendi.

Porém, por mais que a inclusão e representação de diferentes corpos esteja maior, infelizmente, não corresponde com à presença de uma maior gama de tamanhos nas lojas físicas e online das grandes marcas de luxo.

Começo da Mudança

Mas, esta realidade pode estar, finalmente, começando a mudar! Além da Dolce & Gabbana, outra marca italiana está adicionando tamanhos maiores para suas coleções, desta vez, a Versace.

Em uma entrevista por e-mail para a revista Vogue Business, Donatella Versace (diretora criativa da marca) disse que está considerando ampliar a grade de tamanhos oferecidos, “Eu só posso falar pela Versace, é claro, e posso dizer que você verá mais inclusão de tamanhos”, contou ela. Porém, a estilista não concedeu mais detalhes sobre os planos ou até mesmo um cronograma de quando e também quais tamanhos adicionais podem ser adicionados nas coleções de varejo.

“Minha esperança é que estejamos nos tornando mais abertos à inclusão e que possamos melhor quanto a isso,” disse ela.

Dolce & Gabbana, a pioneira do mercado de luxo na inclusão

Como falamos acima, a D&G foi a primeira a aumentar sua grade tamanho com o objetivo de incluir os números plus sizes, decisão que foi anunciada no ano de 2019. A maison italiana começou a oferecer peças de suas coleções ready-to-wear acima do tamanho 42, chegando até o 50.

Após a iniciativa, a marca conta que a resposta tem sido muito positiva. Após anos criando roupas personalizadas em uma ampla variedade de tamanhos, “decidimos dar consistência a este trabalho e oficialmente expandir a oferta de nossas coleções,” contou Stefano Gabbana, um dos fundadores da marca, para a revista Vogue Business.

“Nunca observamos os padrões de moda e beleza. O que sempre nos interessou foi vestir mulheres autênticas e bonitas, sem obedecer a nenhuma regra,” contou ele.

Apesar da Dolce & Gabbana não divulgar números de vendas, a 11 Honoré, uma loja online especializada em roupas plus size de marcas de luxo, observou uma taxa de venda de 70 e 80% para as duas primeiras coleções, respectivamente, da marca italiana, o que mostra que foram bem aceitas pelas consumidoras.

 Futuro para Representatividade

Apesar de haver iniciativas de diferentes marcas, ainda há um longo caminho a se percorrer até uma realidade onde não se tenha que aplaudir por ter sido inclusivo, mas sim que isso seja algo natural e que se venha a representatividade tanto nas passarelas e campanhas como também nas araras das lojas de varejo.

No cenário atual, vemos mais e mais marcas independentes como Mary Katrantzou, Diane von Furstenberg, a apostarem nas numerações plus size. Carolina Herrera é outra que também está experimentando ampliar sua grade de tamanhos e ser mais inclusiva.

Criações de Adam Lippes e Christian Siriano (que é conhecido por vestir inúmeras celebridades consideradas “fora do padrão” nos tapetes vermelho) são um sucesso no site 11 Honoré, que foi lançado em 2016 e, atualmente, oferece peças de 80 marcas diferentes que variam do tamanho 46 ao 56.

“Estamos abrindo um mercado ao criar produtos para esse mercado. Estamos criando um espaço para mulheres que antes não o tinham, contou Patrick Herning, CEO e fundador da 11 Honoré.

 

Marcas de luxo já estão acostumadas a criarem peças únicas em uma grande variedade de tamanhos, ou seja, não são estranhas aos tamanhos maiores. Com uma alta demanda do mercado e com resultados positivos das coleções da Dolce & Gabbana, é preciso pensar e analisar se continuar a não havendo inclusão na grade de tamanho é o melhor modelo de negócio.

Qual sua opinião sobre o assunto? Nos conte nos comentários!

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